<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3275409108425372923</id><updated>2011-11-01T15:09:22.307-07:00</updated><title type='text'>O Rebate - Bezerra Neto</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Rose Nogueira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-SI0mZ397lTQ/ThsOeGjGwFI/AAAAAAAAELE/vZbrofDw9tY/s220/eu.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>37</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3275409108425372923.post-8290255535313770528</id><published>2008-05-06T11:22:00.000-07:00</published><updated>2008-05-06T11:24:11.555-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 260%; color: rgb(255, 102, 0); font-family: times new roman;"&gt;ARTIGO  DA SEMANA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt; &lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt; &lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Publicado  no site O Rebate&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt; &lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://www.jornalorebate.com.br"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;http://www.jornalorebate.com.br/&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt; &lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt; &lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 78%;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;&lt;strong&gt;BEZERRA NETO&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 78%;"&gt;&lt;strong&gt;Jornalista e escritor&lt;br /&gt;E-mail:  &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:bzneto@gmail.com"&gt;&lt;span style="font-size: 78%;"&gt;&lt;strong&gt;bzneto@gmail.com&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 180%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;‘Garfo torto’&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt; &lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: 180%;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: 180%;"&gt;&lt;span style="font-size: 100%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 85%;"&gt;Semana de 03 a  10/05/08&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Contaram-me essa como piada, mas vejo-a no corriqueiro dos  nossos dias, onde existem pessoas que só reparam no seu próprio umbigo, botando  defeito em tudo o mais que existe fora dele. Numa reunião de trabalho, ou mesmo  num colóquio entre amigos, parceiros, colegas, ativistas, essas estão mais para  contestar do que para apoiar uma idéia, um ponto de vista qualquer, uma decisão,  ou até mesmo qualquer iniciativa que venha beneficiar um grupo de pessoas onde  elas mesmas possam está envolvidas. Sempre tomam posição contrária numa  deliberação, dizendo ‘não’ a tudo, como se não atinassem que a vida não gira  apenas no seu ‘exe mundi’, eixo sobre o qual gira a sua pobre cabeça de palha.  Acham que somente elas detêm o dom da verdade e ninguém mais.&lt;br /&gt;No fundo são  essas pessoas amáveis, prestativas, mas que se tornam ‘turronas’ quando não se  lhes dão brecha onde possam derramar o seu ‘veneno’ de contestação. Tenho um  amigo ao qual me escuso de abordá-lo quando diante de pessoas estranhas, porque  ele logo vem intermediando controvérsias. Faz apologia à sua própria palavra!...  Tenho outro amigo, que prezo muito, um escritor renomado, que não abre a boca  sem antes pronunciar um ‘não’, logo de cara: “Não, eu aceito a decisão da  maioria!... Não, aprovo sim! Meu voto é ‘sim’!... Acho que é do berço, da índole  das pessoas, que vêm essa frieza, essa distração de vida sem mérito e sem razão  de ser. É um agir de gente tola, cujo único objetivo é ser notada pelos  circunstantes. É um procedimento errôneo que jamais deve ser imitado.Mas vamos à  piada: um ilustre e fidalgo homem, de muitas posses, quis comemorar o  aniversário de seu casamento com um jantar, e para isso distribuiu convites  entre amigos do casal. Por educação, teve que convidar um elemento conhecido de  todos como ‘o boca livre’, que não era bem aceito em lugar nenhum, por ‘botar  gosto ruim’ em tudo, além de sair falando mal de qualquer ocasião. O fidalgo  sabia do risco que iria correr, mesmo assim mandou convidar ‘o coisa ruim’.  Destacou dois garçons só para servi-lho. A recomendação era para que não  deixassem que nada lhe faltasse: uísque, do bom e do melhor, gelo, o jantar  posto. Ficou de ‘olho’ nos garçons para ver se tudo corria bem. À saída dos  comensais, esbarrou o impetuoso: - como lhe trataram, amigo? No que obteve como  resposta: tudo teria sido ótimo, às mil maravilhas, se o desgraçado do garçom  não tivesse me dado um garfo torto!...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3275409108425372923-8290255535313770528?l=orebate-bezerraneto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/feeds/8290255535313770528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3275409108425372923&amp;postID=8290255535313770528' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/8290255535313770528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/8290255535313770528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/2008/05/artigo-da-semana-publicado-no-site-o.html' title=''/><author><name>SERVI�OS DE INFORM�TICA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04802833217220463384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3275409108425372923.post-5127370389880313304</id><published>2008-04-29T10:58:00.000-07:00</published><updated>2008-05-06T11:20:21.137-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;BEZERRA NETO&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Jornalista e escritor&lt;br /&gt;E-mail: &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:bzneto@gmail.com"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;bzneto@gmail.com&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:180%;" &gt;&lt;strong&gt;O ‘Buraco da Zefa’&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Semana de 26 a  03/05/08&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Quem, dos boêmios e gastrônomos dos ‘dourado anos’ 60 e 70  – e um pouco mais além do que isso – não se lembra do famoso ‘Buraco da Zefa’,  no coração do populoso bairro de Ponta Grossa, onde se servia uma caprichada  macarronada e galinha a molho pardo? Melhor dizendo, quem desses não se lembra  da grande dama da culinária alagoana, cujo dom de cozinhar e fazer amigos era  admiravelmente todo dela? Freqüentei por vários anos o “Cantinho da Zefa” (como  ela gostava que fosse chamado) e guardo na lembrança o seu jeitão de ser: mulher  de sorriso franco; sorriso aberto – como se diz – com seus dois dentes de ouro à  mostra e toda de branco, com seu “Axó” de Oxalá, sendo a mais das encantadoras  figuras humanas. Acima de tudo, querida da rapaziada do bairro, patrocinadora e  promotora de festinhas populares, através das quais conquistava a  todos.&lt;br /&gt;‘Buraco da Zefa’, ou ‘Cantinho da Zefa’, não fazia diferença como era  chamado, mas era tão famoso quanto o coqueiro torto – Gogó da Ema – que não  resistiu às intempéries do tempo e morreu ante dos anos 60; tão famoso quanto os  restaurantes e bares ‘Ostras’ (na Levada), ‘Gaivota’ (em Pajuçara); tão famoso  quanto o ‘Zinga Bar’, na praia de Riacho Doce. Todos esses eram freqüentados por  turistas, políticos, intelectuais, jornalistas, turistas; por famílias  maceioenses, boêmios e gastrônomos, servindo de ponto de encontro para os  “famintos” freqüentadores das costumeiras noitadas nos clubes sociais, Festa da  Mocidade e festas populares, que se realizavam em várias épocas do ano na Praça  da Faculdade de Medicina; nos bairros de Bebedouro, Fernão Velho, Pajuçara,  entre outros. O que fazia a diferença (e o que faz mais falta hoje) é o tempero  que só a Zefa sabia fazer é a camaradagem daquele tempo, onde todos se conheciam  pelos nomes. Senti saudade hoje daquela ‘mulher maravilha’ que enchia o peito de  orgulho quando era incumbida de organizar uma festa para as danças folclóricas:  “este ano vou ganhar novamente o primeiro lugar pela decoração do Arraial de São  João”. O que faz mais falta é não tê-la nos afazeres de sua cozinha da famosa  casa da Rua Tiradentes, 128, point da intelectualidade alagoana, políticos e  jornalistas, esses vindos das redações dos jornais da época (após o fechamento  de páginas): Gazeta, Jornal de Hoje, Jornal de Alagoas e Correio de Maceió, lá  para além das duas horas da manhã, com certeza de que podiam deixar mais um  ‘pendura’. A Zefa aceitava.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3275409108425372923-5127370389880313304?l=orebate-bezerraneto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/feeds/5127370389880313304/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3275409108425372923&amp;postID=5127370389880313304' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/5127370389880313304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/5127370389880313304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/2008/04/artigo-da-semana-publicado-no-site.html' title=''/><author><name>SERVI�OS DE INFORM�TICA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04802833217220463384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3275409108425372923.post-7864850970833282368</id><published>2008-04-29T10:57:00.001-07:00</published><updated>2008-04-29T10:57:32.149-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;BEZERRA NETO&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Jornalista e escritor&lt;br /&gt;E-mail: &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:bzneto@gmail.com"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;bzneto@gmail.com&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;O menino-índio&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Semana de 19 a 26/04/08&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ah, aquele “endiabradozinho’ e renitente brincalhão não me deixava dormir!... Fazia-me cócegas nos solados dos pés, puxava meus cabelos e ‘aprontava’ o quando podia. De quem estou falando? De um indiozinho, de seus quatro para cinco anos, que já não vivia no nosso mundo; pertencia ao mundo dos mortos. Isso mesmo, dos mortos!... Eu tive esse problema durante a infância. Dos oito aos quatorze anos, por onde andasse me deparava com ‘pessoas’ do mundo dos mortos. Elas vinham a mim com a intenção de pedir algo, qualquer que fosse, geralmente para falar com parentes e amigos, com pedidos para que mandassem rezar missa em seu favor; qualquer coisa assim. E passei a ser assediado, usado, e meus pais não gostavam disse, e muito menos eu. Era olhado como menino problemático, de ‘miolo mole’.&lt;br /&gt;Mamãe ainda dava trela a essa ‘maluquice’, aceitando que algumas pessoas da vizinhança viessem procurar informações sobre seus entes queridos. Esses apareciam simplesmente e falavam comigo para que intermediasse uma fala, conversa ou entendimento com os seus. Mas eu só podia fazer isso raramente, por retraimento dos próprios ‘espíritos’. Foi um período dos mais incomuns que eu tive que passar. A convivência com ‘fantasmas’ deixava-me acabrunhado e com aspecto doentio. Tinha pesadelos horendos; caía da cama constantemente. Para que pudesse dormir mais sossegado, meu pai mandou fazer uma cama especial, com grades dos lados. Nela me deitava segurando o dedão do pé de meu irmão, Bibi, que, ao senti-lo puxado, me acordava. Dormíamos virados ao contrário, juntando pés com cabeça.Mas eu não podia dormir um sono tranqüilo, porque logo me sentia importunado pelos novos ‘amigos’. Minha mãe inventou de chamar algumas amigas para fazer um tipo de ‘vigília’; elas contavam estórias de Troncoso, enquanto eu me esparramava no chão de esteira. Meu “amiguinho” aparecia mais pela manhã ou no horário da tarde. Hoje, no dia consagrado ao Índio, lembrei-me pela primeira vez com ternura daquele que me ‘infernizava’ a vida com suas torturas por cócegas, ih, ih, ih!... É possível até mesmo que tenha reencarnado e me deixado em paz. E, se reencarnou, veio na forma de minha sobrinha Eliane, filho do Bibi, hoje casada e mãe de filhos. Durante um período de três meses que passei em Arapiraca, todas as vezes que me aprontava para dormir, ela chegava pequenininha e graciosa, e se aboletava dos meus pés, não me deixando tirar uma soneca. Não havia quem a demovesse dali!...&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3275409108425372923-7864850970833282368?l=orebate-bezerraneto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/feeds/7864850970833282368/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3275409108425372923&amp;postID=7864850970833282368' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/7864850970833282368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/7864850970833282368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/2008/04/bezerra-neto-jornalista-e-escritor-e_1178.html' title=''/><author><name>SERVI�OS DE INFORM�TICA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04802833217220463384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3275409108425372923.post-879033114088923465</id><published>2008-04-29T10:56:00.001-07:00</published><updated>2008-04-29T10:56:27.654-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;BEZERRA NETO&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Jornalista e escritor&lt;br /&gt;E-mail: &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:bzneto@gmail.com"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;bzneto@gmail.com&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;“Mestre Touca”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Semana de 12 a 19/04/08&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Era exímio fogueteiro, que fabricava fogos de artifícios para os festejos de fim de ano, comícios e também reconhecido mestre de Guerreiro, vindo de Viçosa para Arapiraca. Chegou com a idéia de formar um grupo de ‘figurais’ e montar uma brincadeira, juntando-a ao naipe dos pastoris, cheganças, quilombos, dançadores do coco de roda e outras que são próprias dos autos natalinos da zona rural. O guerreiro, genuinamente alagoano, surgiu na década de 20 do século XX, formado por grupos de cantores e dançadores acompanhados de uma sanfona, tambor, pandeiros, uma clarineta, às vezes de rabeca e reco-reco. Para estudiosos do folclore nordestino se trata de um reisado moderno. Touca, então, formou seu grupo de ‘figurais’ que, arregimentados, se deram a fazer testes e comprovar sua aptidão para a função de dançar esse folguedo.&lt;br /&gt;E o mestre começou à prática dos ensaios num terreiro de chão batido da Rua Boa Vista, que previamente preparou para montar o auto. Os que passassem nos testes iam logo para as naturais medidas dos trajes, dos chapéus de muito brilho de espelhos e lantejoulas, das ‘coroas’ e tiaras de rainhas e reis; das indumentárias de representação do ‘Índio Peri’, do Mestre e contra-Mestres, da ‘Lira’, de Mateus e palhaços, menos do ‘Catolé” – figura excêntrica e extrovertida, que se fazia aparecer revestida de grossa e peluda camada de ‘fios” retirados das palhas de coqueiro. A apresentação do ‘catolé’ fazia divertir a criançada e também os adultos. O guerreiro do mestre Touca estava pronto para se apresentar ao público. Para assistir ao ensaio geral, foram convidadas as mais destacadas pessoas do lugar. Os tocadores entraram e os “dançarinos” já marcavam seus passos característicos da dança guerreira na pista aguada para não levantar poeira. O ‘Boi’ fazia piruetas, os palhaços tentando derrubá-lo pelo ramo, fazendo-o rodopiar como numa corrida de mourão. Tudo perfeito!... Aplausos e mais aplausos. Mas havia algo errado: no meio das palmas surgiram vaias e risadas incômodas. Touca logo se apercebeu do que se tratava: “Catolé’ estava com as ‘coisas’ do lado de fora e não se dera conta do ridículo. Cantando e dançando, para disfarçar, foi até ele. No ritmo, despachou: Tum , Tum, Tum: “Feche a braguilha, ‘Catolé’!... Tum, Tum, Tum, “Feche a braguilha, ‘Catolé’!... E, com o figural não ligava, pensando que estava mesmo ‘abafando’, o mestre resolveu acabar com a sua alegria: deu-lhe um soco certeiro no pau da venta, depois bradou: “feche essa braguilha, ‘fio da peste’!!!...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3275409108425372923-879033114088923465?l=orebate-bezerraneto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/feeds/879033114088923465/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3275409108425372923&amp;postID=879033114088923465' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/879033114088923465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/879033114088923465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/2008/04/bezerra-neto-jornalista-e-escritor-e_5050.html' title=''/><author><name>SERVI�OS DE INFORM�TICA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04802833217220463384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3275409108425372923.post-3034338495842016487</id><published>2008-04-29T10:55:00.001-07:00</published><updated>2008-04-29T10:55:47.795-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;BEZERRA NETO&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Jornalista e escritor&lt;br /&gt;E-mail: &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:bzneto@gmail.com"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;bzneto@gmail.com&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;“Os selvagens do Coruripe”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Semana de 05 a 12/04/08&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Este era o título de um panfleto escrito pelo hoje consagrado escritor e teatrólogo Pedro Onofre, quando ainda era menino, na cidade de Arapiraca. Pedro “Carioca”, como era chamado, por ter vindo do Rio de Janeiro para a “Terra do Fumo”, jogava de goleiro no time do Alto do Cruzeiro, lá pelo final dos anos 50. Era bom goleiro. Certa feita, seu time foi jogar na cidade de Coruripe, venceu a partida por largo escore, mas apanhou no “cacete”; foram cacetadas as tantas sobre as cabeças dos jogadores e dos que os acompanhavam; uma briga feia onde se envolveram todos que estavam no campo de futebol. Os de Arapiraca tiveram que sair às pressas para não “morrer no pau”. Ao chegar em casa, “amassado”, denegrido e com muita raiva, o “Carioca”não contou conversa: pegou a pena e escreveu “Os selvagens do Coruripe, boletim no qual contou toda a infeliz saga daquele domingo, metendo a “lenha” naquele povo.&lt;br /&gt;Com o boletim da lamentável ocorrência debaixo do braço, a “turma” de Pedro, inflamada, distribuía-o entre os feirantes do município que vinham para a Feira de Arapiraca, na segunda. Parava os caminhões de feirantes e distribuía o boletim. Não só distribuía como cobriam de “pau” aqueles que eram reconhecidos como “selvagens”. Coisa dos tempos da juventude; dos tempos que não voltam mais... Outro dia, percorríamos – eu e Pedro Onofre - as zonas de praias de Alagoas fazendo cobertura jornalística para uma grande revista de projeção nacional, quando tivemos que entrar em Coruripe. É lá onde se encontram as mais belas praias, que não poderiam ficar de fora da matéria. Pedro não queria entrar na cidade, com receio de retaliações. – Ora, Pedro, isso já faz muito tempo. Com certeza, ninguém se lembrará mai do acontecido, argumentei. Viajávamos num “jipão” cedido com motorista pela Polícia Militar de Alagoas. Entramos na cidade e, logo passada a primeira curva, paramos em frente a uma casa de sinuca. Pedro, já gordo, só podia ir no bando da frente. Logo foi reconhecido. De dentro da casa, um sujeito apareceu com o taco na mão e gritou: “Os selvagens do Coruripe”!!! Estávamos “fritos”. Lembrei-me logo do Bispo Sardinha, devorado pelos Caetés. Pedro desceu do carro, vermelho que só uma brasa. Quando demos conta, mais de 10 cururipenses estavam rodeados, de tacos em punho. Seguravam-no pela ponteira, de cabo virado. “Praça de guerra”, e o “praça” que dirigia o carro, pulou logo fora, saindo de fininho... Um dos “selvagens” eu o conhecia. Era Aécio Chanchão, lá chamado de “coronel Canchão, corredor de vaquejada. Tudo não passou de brincadeira, e entramos na cachaça durante três dias.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3275409108425372923-3034338495842016487?l=orebate-bezerraneto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/feeds/3034338495842016487/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3275409108425372923&amp;postID=3034338495842016487' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/3034338495842016487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/3034338495842016487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/2008/04/bezerra-neto-jornalista-e-escritor-e_29.html' title=''/><author><name>SERVI�OS DE INFORM�TICA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04802833217220463384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3275409108425372923.post-6815438240334171302</id><published>2008-04-29T10:51:00.000-07:00</published><updated>2008-04-29T10:53:11.466-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;BEZERRA NETO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Jornalista e escritor&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;E-mail: &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="mailto:bzneto@gmail.com"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;bzneto@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; COLOR: rgb(255,0,0)"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Uma jaca como almoço&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;No Natal de 1978, estávamos ‘lisos’, eu e Sabino Romariz, grande radialista, que depois se tornaria no maior líder de audiência, com seu programa “A Vez do Povo na TV (pela TV Alagoas); foi deputado, com a maior votação de todos os tempos; depois, ainda, nome de expressão da Rádio Nacional de Brasília. Mas estávamos os dois desempregados naquele momento. Sabino, demissionário da Rádio Gazeta (da Rua do Comércio) e eu acabara de deixar um empreendimento cinematográfico que não dera certo (naquela época, além do jornalismo tinha “cabeça inchada” pela Sétima Arte). Do desarrolho, sobrou-me um bom equipamento cinematográfico, que se prestava muito bem ao serviço de reportagens para a TV. Era só filmar com filme reversível de 16 milímetros e colocar no tele-cine para rodar.&lt;br /&gt;Era como as emissoras de TV se saiam, pois não conheciam ainda a câmera filmadora e o “vídeo - tape”, muito menos as filmadoras digitais de hoje. Bom. Aí, tivemos uma idéia salvadora, eu e meu compadre Romariz: saímos para produzir uma série de mensagens, que seriam gravadas com a participação de prefeitos em suas saudações ao futuro governador Guilherme Palmeira, cuja posse estava marcada para o dia 15 de março do ano seguinte. Quase ficamos ricos. Tivemos um Natal “gordo” e, até o dia da posse, não ia faltar trabalho. O carro usado pela “equipe de filmagem” era de Sabino, um Chevrolet com mais de 20 anos de uso, que nem piso no lugar do passageiro tinha. Tive que abrir as pernas, apoiando-as nas partes das ferragens internas, o que não evitava a onda de poeira e lama vinda de baixo.&lt;br /&gt;Velocidade máxima: 60 Km. Nesse esforço, chegamos à Chã do Pilar por volta do meio dia, lisos e com fome. Observando as jaqueiras frutíferas à margem da estrada, fomos até elas. Com os minguados trocados do bolso, compramos uma doce, enorme e apetitosa jaca. Sentamos-nos ao pé da frondosa jaqueira e a almoçamos. Daí a 20 minutos, entravamos bem alimentados na cidade de Junqueiro, depois de São Miguel. O prefeito João José nos recebeu bem na hora de seu almoço. Quis que almoçássemos com ele e não aceitou a desculpa de que já tínhamos “almoçado”. Mesa farta de tudo: carne de sol, de bode, de porco, de veado, de pato e galinha a cabidela; feijão tropeiro e mulatinho; torresmo, a mesa repleta de tudo; tudo do bom e do melhor. – E, como podíamos nos banquetear, se estávamos de barriga cheia?...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3275409108425372923-6815438240334171302?l=orebate-bezerraneto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/feeds/6815438240334171302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3275409108425372923&amp;postID=6815438240334171302' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/6815438240334171302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/6815438240334171302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/2008/04/bezerra-neto-jornalista-e-escritor-e.html' title=''/><author><name>SERVI�OS DE INFORM�TICA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04802833217220463384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3275409108425372923.post-839948632773499643</id><published>2008-03-25T12:37:00.001-07:00</published><updated>2008-03-25T12:40:48.574-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);font-family:times new roman;font-size:260%;"  &gt;ARTIGO DA SEMANA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Semana de 22 a 29/03/2008&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Publicado no Jonal O Rebate&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a href="http://www.jornalorebate.com.br/"&gt;http://www.jornalorebate.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;BEZERRA NETO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Jornalista e escritor&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;E-mail: &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="mailto:bzneto@gmail.com"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;bzneto@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A matraca e o matraqueador&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;A matraca, era a única coisa barulhenta que se podia ouvir durante o dia de Sexta-Feira da Paixão de minha meninice, lá pelos anos 56/57. Instrumento rude feito de madeira, formado por tabuinhas dos dois lados, pregadas por dobradiças, promovia um som um tanto quanto estridente, dado ao manejo e movimento de bate-bate nas mãos do matraqueador; som este característico do chocalho, que invadia as ruas da cidade para anunciar a programação da Igreja. E, quando reunia o matraqueador um grupo de pessoas, proclamava: “hoje, logo mais ás 16 horas, sairá da Igreja Matriz a procissão de Nosso Senhor Morto; todos devem comparecer. Depois disso, seguia na sua maratona anunciadora. A matraca substituía o toque de sino, que não dobrava na Semana Santa, principalmente na Sesta-feira da Paixão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:Arial;" &gt;Nada, além da matraca podia provocar ruídos neste dia solene para lembrar a passagem do suplício de Jesus Cristo no Monte Calvário. Nem mesmo podia-se falar em voz alta, rir, gargalhar, ou consentir em brincadeiras fúteis que pudessem macular aquele momento de dor e de tristeza. Ninguém comprava ou vendia. Bebia-se apenas uma taça de vinho após o jejum que se fazia em obediência às normas cristãs, onde até água era proibido beber. Ninguém andava de automóvel, de bicicleta ou a cavalo. Durante toda Semana Santa, não se podia montar no lombo de um jumento, pois Jesus entrou em Jerusalém assim, montando num desses animais. Constituía-se pegado pentear o cabelo, fazer a barba ou tomar banho. Ninguém podia comer carne de espécie alguma. À mesa: bacalhau, peixe, feijão, arroz branco, tudo ensopado no coco; bredo e umbuzada.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os afilhados podiam dar presentes a seus padrinhos, e vice versa, não se sabendo bem o porquê disso. Lembro-me de vexame passado por meu pai, quando bateram à nossa porta numa sexta feira da Paixão. Era um inesperado de seus compadres, vindo lá dos Caititus (sítio um tanto afastado da cidade). O homem trazia seu filho de oito para nove anos e um peru gordo, este debaixo do braço, que logo repassou ao garoto para dá-lo de presente a seu padrinho. O diálogo entre os presentes foi curto e grosso: bom dia, compadre! Bom dia! Este é seu afilhado, que veio para ser abençoado... Deus te abençoe, filho! Ô, compadre, não me lembrei de comprar nada para o garoto, e hoje não tenho como fazê-lo, pois todas as lojas estão fechadas. O homem, abruptamente, retirou o peru, que já estava nas mãos do agraciado. Tem nada não compadre!... Na segunda-feira voltaremos com o seu presente! E partiram os dois sem queixumes. Coisas da Semana Santa.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3275409108425372923-839948632773499643?l=orebate-bezerraneto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/feeds/839948632773499643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3275409108425372923&amp;postID=839948632773499643' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/839948632773499643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/839948632773499643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/2008/03/artigo-da-semana-semana-de-22-29032008_25.html' title=''/><author><name>SERVI�OS DE INFORM�TICA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04802833217220463384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3275409108425372923.post-2154998619563987344</id><published>2008-03-25T12:36:00.001-07:00</published><updated>2008-03-25T12:36:40.583-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;BEZERRA NETO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-weight: bold;" align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Jornalista e escritor&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;strong&gt;E-mail: &lt;/strong&gt;&lt;a href="mailto:bzneto@gmail.com"&gt;&lt;strong&gt;bzneto@gmail.com&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:180%;" &gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;O pensamento&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: normal;font-size:100%;" &gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Semana de 15  a 22/03/2008&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;font-size:100%;"  &gt;Há ocasiões na vida em que somos dados à introspecção de nossos próprios pensamentos. E ficamos observando um mundo de incertezas à nossa frente num estado de postergação, parecendo que tudo está perdido; que nossos problemas não têm mais solução. E nos damos a lamentações, desejando sair de todas as tribulações sem que nos movamos do canto. Chegamos mesmo num ponto em a memória nos traz lembranças antigas de que já tivemos “milhões” de amigos; uma roda de muitos amigos, mas agora estamos sozinhos, num mundo totalmente adverso e obscuro. Ficamos desesperados e, na maioria das vezes, agimos dominados apenas pelo impulso e nos sentimos aprisionados, num espaço reduzido aos aspectos materiais das coisas.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Passamos a não acreditar em Deus; ficamos isolados, no deserto de nosso próprio mundo. O coração, aflito, perturbado, a inquietação o toma. Cada novo passo leva-nos a novos temores; cada esperança leva-nos à dúvida. Buscamos saídas e não as encontramos. Outras vezes, caminhamos sem direção, sem rumo, absortos em pensamentos alheatórios, que não levam a nada. Aí, entramos num quadro triste e alternador da instabilidade emocional. Por isso, somos levados a permanecer na passividade de tudo e atraídos pelo supérfluo e pela extravagância, mas desnorteados diante da vida. As portas que poderiam levar a um futuro promissor parecem estar fechadas, porque rompemos com todas as relações anteriores. Devemos, aí, escutar a voz interior, que está sempre a nos aconselhar:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;“Em todos os momentos da vida, devemos nos humilhar perante o Deus do nosso coração e reconhecer o Seu infinito poder e a nossa infinita fraqueza. Devemos manter nossos corações nos limites da retidão e dirigir nossos passos pela estrada da Virtude, pois o homem ajuda a si mesmo e aos outros quando o seu pensamento gira em torno de coisas sadias e boas, quando é levado a proceder com justiça em tudo; quando é decidido a somente a perceber bons propósitos”. Assim, sempre que tivermos dúvidas, devemos escutar o que nosso coração tem a nos dizer. Nenhum outro conselho que possam nos dar será melhor que aquele que vem do coração, onde se aloja nosso “&lt;i style=""&gt;Eu Interior&lt;/i&gt;” que, para muitas culturas milenares, significa o outro a natureza da vida, que existe dentro de nós ligando-nos a Deus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3275409108425372923-2154998619563987344?l=orebate-bezerraneto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/feeds/2154998619563987344/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3275409108425372923&amp;postID=2154998619563987344' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/2154998619563987344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/2154998619563987344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/2008/03/bezerra-neto-jornalista-e-escritor-e_6671.html' title=''/><author><name>SERVI�OS DE INFORM�TICA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04802833217220463384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3275409108425372923.post-6755176621067526929</id><published>2008-03-25T12:34:00.002-07:00</published><updated>2008-03-25T12:35:50.049-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;b style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:18;"  &gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;BEZERRA NETO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="font-weight: bold;" align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Jornalista e escritor&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;&lt;strong&gt;E-mail: &lt;/strong&gt;&lt;a href="mailto:bzneto@gmail.com"&gt;&lt;strong&gt;bzneto@gmail.com&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;b style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;" &gt;&lt;br /&gt;Dom Hélder Câmara&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:78%;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;font-size:100%;" &gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Semana de 08  a 15/03/2008&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Na semana passada, falei que o homem, em alguns momentos da vida se sente sozinho, abandonado por parentes e amigos, pois todos somem nas horas mais difíceis. Eu mesmo vivi momentos assim, quando morava em Recife na época da Ocupação Militar. Naquela época, conheci um homem com “H” maiúsculo: dom Hélder Câmara – uma criatura maravilhosa e sacerdote devotado inteiramente à sua religião, que o mundo do nosso tempo conheceu. Passava ele – como muitos dos que eram taxados de subversivos  – por maus pedaços, cassado que era em seus direitos políticos pelos que se achavam donos do poder. Na realidade, um poder ditatorial, arbitrário (leia-se: militares, capachos desses, “inimigos ocultos” – pró “revolução 1964’, etc.etc.). O arcebispo de Olinda e Recife enfrentava toda sorte de obstáculos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;O Excelso pastor não perdia seu jeito de ser e de amar as pessoas com seu jeitão carismático e nobre. Andava com a mesma calma de sempre, pelas ruas de Recife e Olinda, cumprindo seu ministério. Um exemplo de dignidade e serviço religioso, onde não havia lugar para desesperanças. Avançava com destemor, como se estimulado por uma força divina, que não o permitia baixar a cabeça para a situação. Ia e vinha (sempre a pé, embora possuísse a Diocese dois carros novinhos na garagem), rasgando passagem entre os transeuntes; batinha já bastante surrada, encardida das nódoas do tempo. Os amigos mais afeiçoados e destemidos arriscavam-se a uma olhadela furtiva pela soleira da porta. Os amedrontados e acovardados, fugiam para longe. Ele escrevia, mas ninguém o lia. Era perigoso! Sem sermões...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Em seu livro &lt;i style=""&gt;O Deserto é Fértil&lt;/i&gt;, ele nos ensina: “É bom que ninguém se iluda, que ninguém aja de maneira ingênua. Quem escuta a voz de Deus e faz opção interior. e arranca-se de si e parte para a luta pacificamente por um mundo mais justo e mai fraterno, não pense que vai encontrar caminho fácil, pétalas de rosas debaixo dos pés, multidões à escuta, aplausos por toda parte e, permanentemente, como proteção decisiva a Mão de Deus. Quem se arranca de si mesmo e parte como peregrino da justiça e da paz, prepare-se par enfrentar desertos”. – E é assim: neste mundo desigual, de homens voltados apenas para seus próprios interesses, aqueles que se dividem em atenções com os demais, determinados em fazer apenas o bem enfrentarão sempre incompreensão e deslealdade às quantas!.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3275409108425372923-6755176621067526929?l=orebate-bezerraneto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/feeds/6755176621067526929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3275409108425372923&amp;postID=6755176621067526929' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/6755176621067526929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/6755176621067526929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/2008/03/bezerra-neto-jornalista-e-escritor-e_2483.html' title=''/><author><name>SERVI�OS DE INFORM�TICA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04802833217220463384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3275409108425372923.post-7453518833328767344</id><published>2008-03-25T12:34:00.001-07:00</published><updated>2008-03-25T12:34:10.378-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;BEZERRA NETO&lt;br /&gt;Jornalista e escritor&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;E-mail: &lt;/strong&gt;&lt;a href="mailto:bzneto@gmail.com"&gt;&lt;strong&gt;bzneto@gmail.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:18;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:180%;" &gt;A abstração&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;font-size:100%;" &gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Semana de 01  a 08/03/2008&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Um homem é, por vezes, levado a experimentar situações as mais adversas. A pior, no meu modo de ver, é a que envolve o pensamento, levando-o a um estado de procrastinação, de não produtividade, de abstração total, porque o indivíduo se sente abandonado por parentes e amigos. Ele está só, no deserto de si mesmo; num vasto mundo de pessoas e coisas, mas “só”. Um turbilhão de pensamentos inúteis invade-lhe a mente, e ele tem medo, porque o seu mundo está conturbado, confuso, e pouco acessível. São momentos esses amargos e difíceis de tragar; resultado de uma vida em conflito em que nos colocamos à margem da razão, e aí permanecemos na hesitação de tudo, divididos na fé que temos em Deus e na avaliação das coisas que se encontram à nossa volta. Vivemos na abstração de tudo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;Ninguém poderá jamais dizer que já não teve momentos sombrios na vida, qualquer que seja o tanto, pois nem sempre estamos preparados para enfrentá-los na convivência diária com outras pessoas. Todos nós provamos da taça da boa e da má sorte, que é o recipiente onde estão depositadas as misturas das diversas paixões humanas: dúvidas, inquietações, provações, desvarios; provamos da doçura de sua bebida e esgotamos o amargor dos seus restos. Lembro-me de já ter vivido situações cruciais em que o deletério tomava conta dos meus dias. Vivia acabrunhado e ressentido da falta de apoio por parte daquelas pessoas mais ligadas e que eu achava que podiam ajudar, pelo menos com uma palavra amiga, de encorajamento nas horas difíceis. Mas via que, nessas horas todos se afastavam para longe!...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Entretanto, nunca fui de desanimar totalmente, mas me faltava “garra” para enfrentar o “mostro” que sempre aparece a nossa frente nesses momentos, impedindo a passagem. O meu mundo estava uma desarrumação só, de ponta a ponta. Foi um período triste que tive mesmo de suportar sozinho, no meu canto, acuado, amuado, como um animal ferido, necessitando da atenção das pessoas. Sentia-me sozinho, abandonado, embora estivesse cercado de amigos. Só que esses estavam muito distantes de perceber o meu problema, quando tinham os seus próprios para cuidar. E, assim, eu não via alma alguma com quem dividisse as minhas preocupações. Até que um dia chegou a minha casa um que também necessitava da ajuda de alguém, porque se sentia abandonado por todos. Bem, sobre isso falamos depois.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3275409108425372923-7453518833328767344?l=orebate-bezerraneto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/feeds/7453518833328767344/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3275409108425372923&amp;postID=7453518833328767344' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/7453518833328767344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/7453518833328767344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/2008/03/bezerra-neto-jornalista-e-escritor-e_4241.html' title=''/><author><name>SERVI�OS DE INFORM�TICA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04802833217220463384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3275409108425372923.post-5445761399785782654</id><published>2008-03-25T12:32:00.000-07:00</published><updated>2008-03-25T12:33:17.166-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;BEZERRA NETO&lt;br /&gt;Jornalista e escritor&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;E-mail: &lt;/strong&gt;&lt;a href="mailto:bzneto@gmail.com"&gt;&lt;strong&gt;bzneto@gmail.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="font-weight: bold; text-align: center; color: rgb(255, 0, 0);" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;“Eu sou eu”&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-weight: bold; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="font-weight: bold; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;font-size:100%;" &gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Semana de 23/02 a 01/03/2008&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Deus deixa tudo ao livre arbítrio do homem, como se o quisesse testar... Mas ele mata, esfola, rouba, depois vai ao confessionário para redimir-se de culpa. E nome de Deus outro homem absolve de culpa aquele que assim procede por maldade; vende-lhe indulgências. E caminhamos debulhando o milho das espigas e guardamos debaixo da soleira os seus grãos, para não sermos roubados pelos que espreitam com olhos gordos. A mulher mata o marido para se beneficiar do seguro; o filho dá cabo da vida do próprio pai e fica com os frutos de sua herança. Nas ruas, os “trombadinhas esperam aquela velhinha que sai do banco após sacar os minguados “tostões” de sua defasada aposentadoria, e roubam-lhe... Chegam até a matar. Os “trombadões” assaltam&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;a mão armada, e tiram a vida das pessoas por dinheiro. Os políticos enganam as massas com falsas promessas...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;E é assim. O mundo de hoje é uma verdadeira Torre de Babel, empinada para o alto da degeneração, da gula, da fome de poder, da maldição de Caim. O homem é um eterno desajustado em seu próprio meio; não se contentando com pouco; ele quer sempre mais e mais. Ele fala: eu sou eu sem medir as suas palavras, por se considerar sozinho no mundo, sem ninguém ao lado. No entanto, esse que assim se auto-estima, não é nada sozinho. “Será como os sinos do vendo, cujos sons mudam de tom segundo a aragem...” - Por que dizemos nós eu sou eu? Será por falta de fé em Deus ou porque somos mesmos individualistas? O que teme o homem repartir com outro homem se a vida é efêmera e ninguém levará nada deste para o outro mundo; nem mesmo a desgraçada vaidade?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;br /&gt;Por que não nos unimos uns aos outros e ajudamos aos demais que precisam de nossa volta; todos os homens, com amor e compreensão, aqueles mais fortes procurando levantar os mais fracos, não os deixando cair sobre suas fraquezas? Por que não procuramos compreender melhor até aos ignorantes, emprestando-lhes a devida solidariedade, a todos, indistintamente, sem esperar recompensas, quaisquer que sejam? 0 homem, se algum dia acreditar em outro homem, passará a acreditar em Deus em si mesmo. E ele não pode acreditar em outro modo de ser, pois, do contrário, será como um cristal tosco, sem brilho, que ainda falta. E andará numa base de dois polígonos paralelos, uma parte direcionada à vida soberba que leva e a outra declinadoa até o fundão do estado de morte em vida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3275409108425372923-5445761399785782654?l=orebate-bezerraneto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/feeds/5445761399785782654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3275409108425372923&amp;postID=5445761399785782654' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/5445761399785782654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/5445761399785782654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/2008/03/bezerra-neto-jornalista-e-escritor-e_1372.html' title=''/><author><name>SERVI�OS DE INFORM�TICA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04802833217220463384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3275409108425372923.post-5085819702070251837</id><published>2008-03-25T12:31:00.001-07:00</published><updated>2008-03-25T12:31:30.559-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:180%;" &gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:18;"  lang="PT" &gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;BEZERRA NETO&lt;br /&gt;Jornalista e escritor&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;E-mail: &lt;/strong&gt;&lt;a href="mailto:bzneto@gmail.com"&gt;&lt;strong&gt;bzneto@gmail.com&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:180%;" &gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:18;"  lang="PT" &gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;&lt;span  lang="PT" style="font-family:Arial;"&gt;Abismos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Semana de 16 a 23/02/2008&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Todo homem pode, independentemente de sua vontde, por razões psicológicas, ser toentado por impulsos negativos interiores que o levem a rejeitar os valores em que antes acreditava. É aí que o obscurantismo pode derramar suas trevas em nossa fé em Deus. O homem vem tentandopor inúmeras maneiras uma justificação de Deus para a sua existência; vem frequentando templos e mesquitas, rezando e apostolandop segundo os vários credos religiosos postos à sua disposição; vem especulando, às vezes dentro de propósotos compreensíveis, e outras tantas pela simples curiosidade, ou vontade de crer, de acreditar em alguma “fórmula milagrosa”. “mágica”, que o alivie na vida perturbada. E vai, em alguns lugares encontrando a paz desejada e, em outros, caindo em abismos ainda mais profundos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Falamos de amor nos templos e em círculos associativos, nos “grupinhos”, com apelos quase dramáticos, mas nem todos os sentimentos brotam de corações bem formados. São mais frutos de vaidade; do egoísmo cego que falseia argumentos de irmandade, cujos objetivos são na verdade outros. Tudo não passa de falação deitada em momentos lúdicos, ditados por algum outro interesse, nas ocasiões em que nos encontramos revestidos da boa ação; anestesiados pela oração do momento e levados pelas promessas de auxílio mútuo, conforme a maioria das sociedades organizadas com esse objetivo, onde o homem aparece como um indivíduo gragário e afeito à solidariedade. \mas, ao sair dali, eis que cada um segue o seu próprio caminho, sem nada acrescentar em ajuda ao seu irmão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Vivemos espreitado a casa do visinho para Saber como ele vive e o que faz para conseguir o bom emprego que tem, uma bela casa com piscina, carro e tudo o mais. Fazemos isso com o maior dos descaramentos, sem o menor constrangimento ou respeito próprio, num procedimento vil de ambição e fanância, cujos maus costumes partem, daí, para a ação violenta do furto e do roubo, que pode matar famílias inteiras; por um pedaço de pão, por um pedaço de terra; a terra que, sequer, deveria ter donos, porque é da Natureza. E o pão que, se repartido e dividido como mandam as Sagradas Escrituras, datia para todos. E nisso perdemos nossa identidade como seres humanos; além do que, vilipendiamos nossos próprios deveres para com Aquele que veio nos avisar sobre a grandeza de nos amar-mos uns aos outros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3275409108425372923-5085819702070251837?l=orebate-bezerraneto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/feeds/5085819702070251837/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3275409108425372923&amp;postID=5085819702070251837' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/5085819702070251837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/5085819702070251837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/2008/03/bezerra-neto-jornalista-e-escritor-e_25.html' title=''/><author><name>SERVI�OS DE INFORM�TICA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04802833217220463384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3275409108425372923.post-695736520416053503</id><published>2008-03-25T12:30:00.001-07:00</published><updated>2008-03-25T12:30:33.123-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;BEZERRA NETO&lt;br /&gt;Jornalista e escritor&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;E-mail: &lt;/strong&gt;&lt;a href="mailto:bzneto@gmail.com"&gt;&lt;strong&gt;bzneto@gmail.com&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Divagamos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Semana de 09 a 16/02/2008&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Na caminhada até este ponto da nossa jornada, tivemos as mesmas dúvidas e inquietações,  próprias de ser humano com relação à vida. Em muitos momentos, fizemos os mesmos questionamentos naturais a cada um que procura indagar de si mesmo a respeito da origem do Homem e do Universo: - “Quem somos e para onde vamos?” – “O que representamos perante o grande esquema cósmicos?” – “Qual será nosso papel nesta vida?” – “Existirá vida após a morte?”... E assim por diante. Por muitas vezes, em momentos tantos, estivemos prestes a sucumbir por não agüentar o peso da cruz que carregamos, madeiro por demais pesado para se levar sozinho nas horas em que a fé que temos em Deus, por algum motivo, começa a baquear; quando se tem a alma presa às injunções do corpo e da mente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Sofremos quando somos cativos de falsas esperanças, estimuladas por dogmatismos religiosos ou crenças contrárias à razão. Foi-nos ensinado que Deus é Pai misericordioso; que ampara aos bons filhos... Mas, nas horas de aflição, quando O invocamos e nossas súplicas deixam de ser atendidas, começamos a duvidar... E caímos até o chão... Procuramos nos agarrar à esperança de obter o merecimento pelo bom filho que julgamos ser; pelo bom comportamento cristão, mas nada! Nada nos impele à gratificação celestial, nem mesmo por sermos compassivos à altura do mais humilde dos servidores da terra. Vemos, então, que o mundo em que vivemos é violento, espinhento, extremamente brabo, onde tudo tende a ser resolvido pela força; pela insensatez dos que se acham donos de tudo e de todos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Vale em tudo a intolerável força do “olho por olho, dente por dente”, os menos agraciados da condição social sendo levados na vida aos empurrões e pela soberba vontade dos que se colocam acima das castas. Este mundo é violento em todos os aspectos sentidos. É brutal! Parece enlouquecido... E mata a quem não compartilha de sua crueldade. A sua roda gira em grande velocidade por cima das tragédias humanas. Olhamos em volta e só vemos destroços, calamidades, desigualdades sociais, injustiças. E somos conduzidos a patamares ínfimos da degradação dos próprios sentimentos, que vão rachando como uma rocha em elevado processo de deterioração, pela erosão. Ficamos como que consumidos por dentro, no íntimo de nossas fracas emoções. Deitamos em cima do enxergão do isolamento, por baixo da carona. E divagamos... Perdidos...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3275409108425372923-695736520416053503?l=orebate-bezerraneto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/feeds/695736520416053503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3275409108425372923&amp;postID=695736520416053503' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/695736520416053503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/695736520416053503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/2008/03/bezerra-neto-jornalista-e-escritor-e.html' title=''/><author><name>SERVI�OS DE INFORM�TICA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04802833217220463384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3275409108425372923.post-7504769958874115900</id><published>2008-02-01T11:08:00.000-08:00</published><updated>2008-03-25T12:27:34.913-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;BEZERRA NETO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Jornalista e escritor&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;E-mail: &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="mailto:bzneto@gmail.com"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;bzneto@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Frei Damião&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Frei Damião de Bozzano, para muitos, o “santo” do Nordeste. Lembrei-me dele hoje por causa de sua obstinada aversão pelo Carnaval. Nas suas pregações, que reuniam centenas e até milhares de pessoas, dizia que “carnaval é coisa do diabo”! O “santo” frei Damião, canonizado pelo povo, percorria todo o Nordeste, de ponta a ponta, pregando a Palavra por meios de sermões decorados e repetidos desde que chegou ao Brasil, em 1931. O discurso era o mesmo em todas as épocas, onde quer que fosse, sugerindo sempre os mesmos temas: o pecado, as grandes verdades da religião, a misericórdia divina e o amor de Deus. “Confessai vossos pecados. Não adianta me pedirem remédio, que eu não sou médico. Não sou milagroso também, os milagres que atribuem a mim, é invenção do povo; nada mais”.&lt;br /&gt;Quando o conheci, em 1957, já era um pouco corcunda e a cabeça pendida ligeiramente sobre os ombros; falava manso e sem emoção, como se fosse uma fala mecanizada onde o interlocutor parece falar com o pensamento distante. Às vezes, parava e olhava fixo para a pessoa com quem estava falando, sem dizer nada. Depois voltava ao assunto inicial: “Vivemos hoje como se eterna devesse ser nossa morada sobre a terra. Que outra coisa faz a maior parte de nós? Grande parte da vida empregamos para fazer o mal. Outra grande parte, em nada fazer. E toda ela, em fazer aquilo que não deveria ser feito, em pecados, prazeres sinistros, desonestidades, conversas supérfluas, danças, jogos, divertimentos. Corremos atrás dos bens efêmeros da vida até merecermos a condenação eterna” – referiu-se certa vez.A vida religiosa de frei Damião, que tinha como nome de batismo Pio Giannotti, tendo nascido em 1898 na cidade de Bozzano, Itália, ele a dedicou toda às populações sofridas do Nordeste brasileiro, passando nas comunidades uma vez por ano. Costumava dizer que o seu povo era povo de Deus. E, embora fizessem comparação dele com Padre Cícero, ele rebatia: “Fico desgostoso quando me comparam com o Padre do Juazeiro. Ele foi um finalizador rebelde que chegou a ser suspenso de suas ordens religiosas pelo Papa. Eu, apenas prego o Evangelho ensinando o caminho do céu, convertendo almas e purgando os pecados da terra.” Pio Giannotti faleceu em 1997, aos 99 anos de idade. Em  2002 iniciou-se o processo de Canonização de Frei Damião. Atualmente a fase Diocesana do processo está para ser concluída.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3275409108425372923-7504769958874115900?l=orebate-bezerraneto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/feeds/7504769958874115900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3275409108425372923&amp;postID=7504769958874115900' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/7504769958874115900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/7504769958874115900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/2008/02/artigo-da-semana-semana-de-02-09022008.html' title=''/><author><name>SERVI�OS DE INFORM�TICA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04802833217220463384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3275409108425372923.post-6263536731850852469</id><published>2008-01-25T11:36:00.000-08:00</published><updated>2008-02-01T11:11:39.788-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;BEZERRA NETO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Jornalista e escritor&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;E-mail: &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="mailto:bzneto@gmail.com"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;bzneto@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Éramos felizes e não sabíamos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Semana de 26/01 a 02/02/2008&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Brincávamos com coisas simples no nosso tempo de criança: carinhosinhos que fazíamos de carretéis de linha e caixas de fósforos vazias; jogando “doidinho” no meio da rua com bola de meia (as de borracha que existiam eram caras e nem todos os pais podiam dá-las para seus filhos). Aí, o jeito mesmo era surrupiar uma das meias do sapato do “velho”, enchê-la de pano e fazer dela uma “pelota”. Enchíamos o pé com prazer e nem reparávamos na pobreza que nos envolvia; na falta que fazia uma bola de borracha, cheinha, durinha, que repicava no chão e dava condições de belas jogadas. Tinha nada não!... Íamos aturando tudo com naturalidade. Quando não era a brincadeira de “doidinho”, brincávamos de outra coisa; brincávamos de “marido e mulher”; construindo casinhas no quintal com “caibros” feitos de carrapateiras e lá íamos “morar”.&lt;br /&gt;As “mulheres” levavam miúdos de galinha e preparavam o “almoço”. Isso era procedido inocentemente, sem qualquer libidinagem, mesmo porque não sabíamos o que se passava entre os casais de verdade. Não havia maldade nem intenção de sexo. Empinávamos pipa (papagaios); jogávamos botões nas calçadas; íamos “caçar” passarinhos, armados de estilingue (ou peteca) com balas feitas de barro amassado e depois exposto ao sol para secar. Eram mais resistentes que os frutos das carrapateiras com os quais costumávamos fazer “guerrilhas” entre turmas. Para ficar com a mão certeira, abatíamos o beija-flor (que maldade!) e bebíamos do seu sangue. O “matador” fazia um corte no gancho da peteca, para mostrar que era bom de pontaria, pela quantidade de cortes feitos. Na nossa época, cada menino fazia seus próprios brinquedos, já que não havia muitos no mercado.&lt;br /&gt;Brincávamos de “pega”, de jogar peão. Fazíamos nossos peões do galho da goiabeira. Mas só prestava aquele que zunisse na palma da mão, como as rodas de um carro de bois. Lembro-me do meu primeiro peão, feito de goiabeira. O fiz com tanto esmero que logo tive uma excelente oferta de compra: um tostão! Não o vendi. Adquiri mais uma ponteira na feira e vivia me exibindo todo “pabo”, para a meninada. Fazíamos “pernas de pau” para imitar os palhaços de circo. Não tínhamos televisão, rádio e muito menos Internet. Não tínhamos muito com que nos preocupar, a não ser com os deveres da escola. Andávamos a maior parte do tempo descalços, pulando cercas para “roubar” cajus nos sítios alheios, aquelas frutinhas doces como mel, amarelinhas como peito de bem-te-vi. Olhando para tudo isso, depois de passados mais de 60 anos, vemos que éramos felizes e não sabíamos.&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3275409108425372923-6263536731850852469?l=orebate-bezerraneto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/feeds/6263536731850852469/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3275409108425372923&amp;postID=6263536731850852469' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/6263536731850852469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/6263536731850852469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/2008/01/artigo-da-semana-semana-de-2601.html' title=''/><author><name>SERVI�OS DE INFORM�TICA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04802833217220463384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3275409108425372923.post-3508086449114208895</id><published>2008-01-19T04:47:00.000-08:00</published><updated>2008-01-25T11:39:19.124-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;BEZERRA NETO&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Jornalista e escritor&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;E-mail: &lt;a href="mailto:bzneto@gmail.com"&gt;bzneto@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Uma fábula&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Semana de 19/01 a 26/01/2008&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Havia um reinado num grande continente cujo primeiro-ministro era sempre consultado pelo rei. Este não tomava nenhuma decisão sem antes indagar de seu fiel amigo e assessor se estava tudo de acordo com a vontade de Deus. Quando alguma desgraça ocorria naquele reinado, o ministro era logo chamado para decifrar a situação e aconselhar sua majestade sobre a decisão que devia tomar. Durante a seca prolongada na região nordeste, onde o gado morria de fome e sede, por inanição, o ministro consolava sua alteza, dizendo: - “Meu rei, não se preocupe, pois tudo quanto Deus faz e consente, é bem feito”! Durante as cheias do sudeste, onde centenas de pessoas morriam, casas sendo levadas pela correnteza, ou por deslizamentos de barreiras, o ministro estava perto do rei, confortando-o: “Senhor rei, tudo que Deus faz é bem feito”!...Todos os acontecimentos, bons ou ruins, o ministro atribuía aos poderes de Deus, “pois tudo que Ele faz ou deixa de fazer é bem feito”. – Um dia, durante uma das costumeiras caçadas, o rei perdeu um dos dedos polegares, quando socava e enchia de pólvora o cano da espingarda; ela disparou acidentalmente, estando o dedo na boca do cano. O rei queixou-se ao ministro e este, como sempre, quis acalmar ao soberano. “Senhor meu rei, saiba que tudo que Deus faz é bem feito!... Não se contendo de raiva, sua majestade mandou que prendessem o ministro nas masmorras de um presídio político. Quinze anos depois, o rei foi caçar e perdeu-se na mata, sendo apanhado por um grupo de índios canibais e fanáticos de uma tribo, que lhe aprisionou. O rei foi jogado na fogueira e estavam todos dançando e gritando em volta, na maior festança.De repente aqueles gritos e aquela dança pararam. É que haviam percebido que aquele gorduchinho não estava em seu estado físico perfeito: faltava-lhe um dos dedos da mão e, por conseguinte, não podia ser sacrificado aos deuses tribais. O feiticeiro da tribo mandou que soltassem o prisioneiro. Deram-lhe um pontapé no traseiro e mandaram-no embora. Chegando ao palácio, o rei quis ir pessoalmente soltar o seu ministro e pedir-lhe mil perdões pelo que fizera. Mandou, então, que lhe preparassem um bom banho e devolveu-lhe as vestes e as jóias de seu cargo. Em seguida, interpelou ao ministro: - por que o seu deus não o livrou da prisão? Majestade, respondeu o ministro, Ele não me livrou da prisão porque, se eu estivesse em sua companhia, quem ia ser sacrificado, hein? A mim não falta nenhum dedo!...&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3275409108425372923-3508086449114208895?l=orebate-bezerraneto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/feeds/3508086449114208895/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3275409108425372923&amp;postID=3508086449114208895' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/3508086449114208895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/3508086449114208895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/2008/01/artigo-da-semana-semana-de-1901.html' title=''/><author><name>SERVI�OS DE INFORM�TICA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04802833217220463384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3275409108425372923.post-3132989347988696741</id><published>2008-01-17T11:41:00.000-08:00</published><updated>2008-01-19T04:57:53.112-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;BEZERRA NETO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Jornalista e escritor&lt;br /&gt;E-mail: &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="mailto:bzneto@gmail.com"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;bzneto@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:88;"&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;ASA X CSE&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Semana de 19 a 26/01/2008&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Foi no início da década de 50 que apareceu no cenário esportivo alagoano a Agremiação Sportiva Arapiraquense – ASA, patrocinada por Antonio Rocha e um grupo de verdadeiros desportistas, entre os quais, Higino Vital, Nelson Rodrigues, José Lima Mota, Haroldo Matos Mateus, Francisco Pinheiro Tavares e Manoel Brasil. Foi nessa época também que o ASA foi melhor. Era praticado um futebol amador da melhor qualidade. Nas tardes de domingo, no campo da estação ferroviária, o alvi-rubro fazia a alegria da Cidade, jogando partidas brilhantes com adversários à altura de um CSE, por exemplo, sempre e sempre o seu maior rival em campo. As torcidas agitavam dos dois lados, sendo a do ASA a mais “quente”. Embora menino, lembro-me do episódio ocorrido em Palmeira dos Índios em 1953, quando da decisão do campeonato matuto.&lt;br /&gt;Dia de muita chuva, o ASA vencia por 1X0, quando o juiz Waldomiro Breda resolveu paralisar o jogo por falta de condições, aos 35 minutos do segundo tempo. O “sururu” começou a ser cozinhado aí. Mais uma semana de espera, porque só no domingo seguinte seria terminado o embate. As duas torcidas passariam a semana na maior expectativa, agitando, conversa – vai – vai – conversa – vem – Arapiraca é terra disso – Palmeira é terra daquilo... E eis que chega o domingo “fatídico”..As duas cidades tornar-se-iam inimigas a partir desse dia. A Federação Alagoana de Desportos havia determinado que o campeão seria o vencedor nos dez primeiros minutos de partida, tempo esse que faltou ser jogado no domingo anterior, por culpa do mal tempo. Até aí, tudo bem. O jogo começa. São jogados os dez minutos e o placar não se altera.&lt;br /&gt;O campeão é o ASA. Torcedores de Palmeira não aceitam. O “sururu” é requentado e o pau comeu, com jogadores esmurrando-se mutuamente e e torcedores quebrando cabo de guarda-chuvas na cabeça dos arapiraquenses. No dia seguinte (segunda-feira), os palmeirenses não tiveram acesso à feira de Arapiraca, a maior de toda a região. Piquetes armados nas embocaduras da cidade, para impedir que feirantes da “Terra dos Chucurus” entrassem. O pau comeu, agora numa armação da “Capital Brasileira do Fumo”. A polícia local colaborou, dando “cassetetadas”. Daí vem uma antiga animosidade entre palmeirenses e arapiraquenses que, graças à compreensão e boa vontade dos homens de hoje, desapareceu por completo.&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3275409108425372923-3132989347988696741?l=orebate-bezerraneto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/feeds/3132989347988696741/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3275409108425372923&amp;postID=3132989347988696741' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/3132989347988696741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/3132989347988696741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/2008/01/asa-x-cse-foi-no-incio-da-dcada-de-50.html' title=''/><author><name>SERVI�OS DE INFORM�TICA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04802833217220463384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3275409108425372923.post-8175903661764266877</id><published>2008-01-08T03:48:00.001-08:00</published><updated>2008-01-17T11:53:01.935-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;BEZERRA NETO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;Jornalista e escritor&lt;br /&gt;E-mail: &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:bzneto@gmail.com"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;bzneto@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O caga-sebo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Semana de 05/01 a 12/01/2008&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tempestade que se debateu sobre aquela parte do agreste entremeado com regiões do sertão, no mês de janeiro, com trovoadas intensas e chuvas fortes, foi assustador. Nunca se viu tanto aguaceiro; parecia que o mundo ia se acabar. As árvores eram arrancadas pela raiz, virando-a para cima; coriscava raios em profusão em meio a relâmpagos e trovões. Casebres se desmanchavam e seus escombros desciam na enxurrada, a madeira já velha e sem força para resistir. Descia tudo na enxurrada, os “cacos” de dentro das casas caídas, nada ficando inteiro ou sobrando para serventia. Morria o gado; morria toda criação de bodes, tudo corria desgovernado para a correnteza. Não ficou cerca, casa de farinha, plantações de mandioca, feijão e legumes, tudo era arrancado pela força da água, que não parava de descer do céu.&lt;br /&gt;Animais e até mesmo algumas pessoas morriam, ou fulminados pelos raios, ou pela situação de flagelo. Muitas foram levadas pela grande enxurrada, meninos de colo e até gente grande. Um clamor, bem disseram aqueles que sobreviveram a toda essa agonia. Nessa tormenta, quem mais sofreu foi o pequeníssimo caga-sebo, um pássaro do tamanho de nada que vivia de comer pequenos insetos e frutos do umbuzeiro. Estava ele lá, despreocupado, quando o vento das primeiras chuvas o arrastou pelos ares em meio às folhas do pé de umbu. Voaram para longe, lá para o meio do capinzal que, por sorte, havia ali um velho e abandonado ninho de cancão, dependurado no galho de uma árvore seca. Nessa disparada em meio a galhos e garranchos o pobrezinho chegou ao ninho peladinho da silva, e se arranchou por ali mesmo. Agüentou um frio de três dias.Ao raiar do terceiro dia, a chuva amainou e parecia que as coisas iam se acalmar. Era hora de se verificar o que havia sobrado. Estavam uma clareiras de terra revirada, crateras e poças de lama. Ele levanta-se e se espreguiça na embocadura do ninho, tentando refazer-se do seu infortúnio. Para ele tinha sido um dilúvio. Procura enxergar uma saída para sua situação e não a encontra. Está assim, lamentando a sorte, quando um gavião faminto o espreita do alto, de um galho acima de onde estava, naquela árvore seca. Pretendia o gavião fisgar aquele petisco, quando apareceu um caçador observava toda a cena. Ao baixar vôo para captura do desditoso caga-sebo, o caçador dá-lhe um tiro certeiro e ele cai: peeeeiiiii. Aí, o que ia ser engolido, esbraveja revoltado com o homem da espingarda: - precisava tanta violência; tirar a vida de um ave tão bonita e indefesa?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3275409108425372923-8175903661764266877?l=orebate-bezerraneto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/feeds/8175903661764266877/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3275409108425372923&amp;postID=8175903661764266877' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/8175903661764266877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/8175903661764266877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/2008/01/artigo-da-semana-semana-de-0501.html' title=''/><author><name>SERVI�OS DE INFORM�TICA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04802833217220463384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3275409108425372923.post-7664802915177392519</id><published>2008-01-08T03:37:00.000-08:00</published><updated>2008-01-08T03:43:38.713-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;BEZERRA NETO&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Jornalista e escritor&lt;br /&gt;E-mail: &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:bzneto@gmail.com"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;bzneto@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Meu bem-ti-vi&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Semana de 29/12/2007 a 05/01/2008&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Passo a maior parte do tempo no quintal. Aliás, tomo café, almoço e janto no quintal da minha casa, um bom espaço construído mas aberto, com galpão onde coloquei cadeiras de palhinha que servem para pequenas palestras e também para ensaio do coral do maestro Benedito Fonseca, onde canto ao lado de 20 coralistas do naipe escolhido pelo “Bené”. Ensaiamos músicas e arranjos de Johann Sebastian Bach e Martinho Lutero, sem esquecer as peças de autores nacionais e locais. Quando não há nada a fazer nesse sentido, armo a rede e leio, ou durmo, que “ninguém é de ferro”. Mas não fica só nisso: ao lado, num outro galpão menor, tomo minhas refeições e dou boas baforadas de cachimbo. De vez em quando, uma cachimbada, um uisquinho leve da marca que gosto e posso comprar – o velho Teachher’s.Meu “ateliê” de pintura digital fica na sala principal da casa, mas só vou lá quando me vem a inspiração buscada no quintal. Ali também recebo amigos e clientes. É adorável passar parte do tempo neste que é o meu lugar preferido de ficar. Acho que é no quintal que as melhores coisas acontecem – o canto dos pássaros nas mangueiras da vizinhança, as peripécias de Rodolfo Luiz (o gato) e Ricky Martin (cachorro), os dois endiabrados de minha filha Mila, que atormentam e dão prazer ao mesmo tempo. As coisas mais simples se tornam imbuídas de bons propósitos quando acontecem no quintal. Digo assim porque foi nesse ambiente que conheci o meu bem-ti-vi, o pássaro de peito amarelo. Seu canto normal revela o próprio nome: “bem-ti-vi”, som estridente, diferente e às vezes enigmático.&lt;br /&gt;O som do canto do “meu bem-ti-vi”, porém, é revelador. Um pouco assustador também, quando é emitido para comunicar algo de ruim; mas animador na maioria das vezes, ao vê-lo comunicar uma boa nova. Parece-me que o entendo no seu irrequieto cantar, um assovio lascivo estridente e longo de prazer e arrogância, que o faz distinguido do canto das outras aves. Espero-o. Ele vem todas as manhãs e todas as tardes, algumas vezes voa rente, depois de descer das altas e frondosas mangueiras numa arrancada espetacular. Presumo que quer demonstrar a sua habilidade de bom caçador. Bem, sei que bom caçador de insetos e atenções também, porque eu já me afeiçoei a ele, na sua magnitude de vir me visitar diariamente. Causa-me boa impressão e grande emoção, ao vê-lo.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3275409108425372923-7664802915177392519?l=orebate-bezerraneto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/feeds/7664802915177392519/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3275409108425372923&amp;postID=7664802915177392519' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/7664802915177392519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/7664802915177392519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/2008/01/bezerra-neto-jornalista-e-escritor-e.html' title=''/><author><name>SERVI�OS DE INFORM�TICA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04802833217220463384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3275409108425372923.post-1792289855430063674</id><published>2007-12-22T07:10:00.000-08:00</published><updated>2008-01-08T03:36:47.142-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;BEZERRA NETO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Jornalista e escritor&lt;br /&gt;E-mail:&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:bzneto@gmail.com"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;bzneto@gmail.com&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;br /&gt;Terra de "cabra ruim"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Semana de 22 a 29/12/2007&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Esta quem me contou foi o Lula, meu irmão, quando morava em Vitória do Espírito Santo, encontrando-se de férias em Maceió: Disse-me que um certo pai-de-família da capital capixaba, veio ao Nordeste, tendo permanecido por alguns na cidade de Arapiraca, próspero município deste Estado. Até aí, tudo bem... Mas um dia, chegou num bar e bebeu cervejas além da conta; ficou de “porre” e começou a abusar, dando uma de brabo e deitando falação:&lt;br /&gt;- Esta é uma terra de cabra ruim!... Acho que não vou me demorar muito por aqui, pois é como digo: - “Esta é uma terra de cabra ruim”!...&lt;br /&gt;- O que está dizendo, amigo? – Indagou o dono do bar.&lt;br /&gt;- Estou dizendo que não pretendo me demorar muito nesta terra que só tem cabra ruim, de péssima reputação! A partir daí a coisa “esquentou” e o “pau comeu” nas costas do forasteiro que pretendeu afrontar o povo local.&lt;br /&gt;Os que se encontravam ali deram-lhe uma boa sova; uma boas bofetadas, e o coitado ainda teve que ir para a delegacia de polícia sob a acusação de estava fazendo arruaça, provocando e destratando as pessoas de bem do lugar. Quando acordou da bebedeira, o delegado quis saber o motivo que o levou a desacatar e provocar o povo arapiraquense com tamanha ofensa, chamando o lugar de “terra de cabra ruim”.&lt;br /&gt;- Não ‘seu’ delegado; eu não desacatei ninguém. Deixe-me justificar: o médico que atendeu o meu filho menor, ainda de colo, que estava muito doente e que não queria se alimentar mandou que eu comprasse uma cabra para que dela tirasse leite e desse ao menino. Disse-me ser esse o único remédio que poderia curá-lo do raquitismo.- Então, não contei conversa; viajei de imediato até aqui, porque tomei conhecimento de que as cabras daqui eram excelentes leiteiras e ainda porque em Vitória não existe essa espécie de animal. Realmente, cheguei e vi cabras muito bonitas, de boa aparência, ubres volumosos e tetas bastante salientes. Levei logo umas cinco na esperança de curar o meu filho. Deu tudo errado: as cabras não se acostumaram com o pasto de lá e nunca deram um só pingo de leite. É por isso que eu digo que cabra daqui não presta! Presta?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3275409108425372923-1792289855430063674?l=orebate-bezerraneto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/feeds/1792289855430063674/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3275409108425372923&amp;postID=1792289855430063674' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/1792289855430063674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/1792289855430063674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/2007/12/artigo-da-semana-semana-de-22-29122007.html' title=''/><author><name>SERVI�OS DE INFORM�TICA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04802833217220463384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3275409108425372923.post-6392473570085436663</id><published>2007-12-22T07:01:00.000-08:00</published><updated>2007-12-22T07:08:39.395-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;BEZERRA NETO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Jornalista e escritor&lt;br /&gt;E-mail: &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="mailto:bzneto@gmail.com"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;bzneto@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;“ O Gado”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Semana de 15 a 22/12/2007&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O gado mugiu a noite inteira, quando seu dono morreu. Foi um lamento de fazer dó e causar espanto. Toda a vizinhança se inquietou, procurando saber o que estava acontecendo; o por quê de todo aquele murmúrio no meio dos animais.&lt;br /&gt;- Será que o “coronel” Luiz Pereira Lima passou deste para o outro mundo? Se foi, que Deus o tenha! – disse alguém.&lt;br /&gt;Pela manhã cedinho, soube-se de tudo: o chefe-político mais respeito da região tinha mesmo morrido naquela noite. Arapiraca, lugar onde ele exercia maior influência, estava agora chorando o seu caudilho; aquele era o mandante de tudo. Seus aliados, entristecidas, lamentavam a “perda irreparável do amigo do povo”.&lt;br /&gt;Meu pai, embora tivesse sido perseguido pela política do “poderoso chefão”, na sua inabalável fé cristã, arrumou-se para acompanhar ao enterro. Não me comovi ao tanto, talvez porque minha família sofreu muito, depois de um rompimento político havido entre os dois. Intimamente, até censurei aquele seu gesto, livre de qualquer ranço contra o homem que o colocou na falência; achava que meu “velho” até devia dar-se por satisfeito, vingado, pelo que sofrera por causa da desavença que teve com o chefe-político. Naquela época. Era apenas um rapazola revoltado. Também pudera! Vi minha família cair em desgraça econômica e financeira, e tudo por culpa do “coronel” Luiz Pereira Lima. Dei de mão de uma espingarda velha de meu pai e sai para caçar codorniz, levando comigo o cão de caça Pery, bom de caça e bom amigo (literalmente, era o meu melhor amigo). Não queria pensar em mais nada.&lt;br /&gt;Naquele dia e nos dois subseqüentes, não haveria aula no colégio, por causa do luto oficial decretado pela Câmara de Vereadores. Entramos no mato e logo o cachorro ‘levantou’ uma codorniz em vôo rasteiro. Fiz pontaria, e atirei: peeeiii! A ave caiu. O “peneiro” cobriu uma moita. Mas, quando me agacho para apanhá-la, veio o espanto: ela arrancou vôo em meio ao folharal vindo pra cima de mim, caindo em seguida noutro lugar de folhas. Novamente, preparei a espingarda. E disparei outro tiro: peeeiii! Novo “peneiro”, e nada; ela continuava vivinha da silva. - Que diacho?! Só tinha levado dois cartuchos!... Lembrei-me do morto e sai correndo por entre macambiras, xiquexiques, urtigas, tomando rumo diferente ao de casa. Perdi-me no mato, com cachorro e tudo!&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3275409108425372923-6392473570085436663?l=orebate-bezerraneto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/feeds/6392473570085436663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3275409108425372923&amp;postID=6392473570085436663' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/6392473570085436663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/6392473570085436663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/2007/12/bezerra-neto-jornalista-e-escritor-e_2364.html' title=''/><author><name>SERVI�OS DE INFORM�TICA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04802833217220463384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3275409108425372923.post-4619923534816695406</id><published>2007-12-22T06:58:00.000-08:00</published><updated>2007-12-22T07:09:11.307-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;BEZERRA NETO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Jornalista e escritor&lt;br /&gt;E-mail: &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:bzneto@gmail.com"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;bzneto@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O sanhaço&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Semana de 08 a 15/12 / 2007&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Meu avô trabalhava para a estrada de ferro (Rede Ferroviária) e estava em Palmeira dos Índios. Nossa família morava em Arapiraca, naquela época, quase um dia de viagem entre uma cidade e a outra. Eu era muito apegado a ele (tínhamos, inclusive, o mesmo nome). Chamava-o de “padrinho”, por ser seu afilhado, e não de “vovô”, como meus irmãos. Um dia, quando baleei um sanhaçu (ou sanhaço) que estava no mamoeiro do quintal de casa – delimitado por uma cerca de madeira, como todas dali eram – ele prontamente recriminou o meu procedimento, dizendo que devia me envergonhar de ter praticado aquela maldade contra um bichinho indefeso, ‘uma criaturinha de Deus’, uma avizinha tão mansa... Ralhou comigo como nunca havia feito!E não me deu tempo nem para choramingar por causa do “refrega”. Senti-me realmente envergonhado do que fiz, principalmente porque fui censurado justamente pela pessoa que mais amava neste mundo. Ordenou-me que fosse correndo apanhar linha e alguns palitos de bambu para que ele pudesse encanar a perninha do pássaro azul, dos que costumeiramente vinha comer mamão. Mas do que depressa, apanhei o retrós de linha da máquina de costura de minha mãe e, como havia muitas talas de bambu espalhadas pelo chão da casa vizinha, que fazia “pau-de-picolé” para as sorveterias da cidade,. apanhei uns e voltei a encontrar com meu avô, no lugar em que o deixei, acocorado sobre os calcanhares e fumando seu cigarro de palha. Ele segurava o bichinho, acariciando-o e até conversando com este, enquanto o sanhaçu macho esgoelava-se em pios graves, sobrevoando raso por sobre a sua cabeça no maior desespero. – “Tadinho!... Pera aí que eu já vou lhe devolver a seu mundo e ao maridinho que está agoniado e enfezado. Pronto, agora está tudo bem!... Voe! Voe!.” Estas foram as últimas palavras que ouvi de meu avô... Minha mão, sua ilha única, quando contei-lhe sobre o acontecido chorou muito. Mandou chamar papai no trabalho (ele tinha pedreiras e vendia pedras para várias prefeituras da redondeza) e os dois seguiram imediatamente para Palmeira dos Índios, onde se encontrava meu avô e padrinho. Ele estava morrendo...&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3275409108425372923-4619923534816695406?l=orebate-bezerraneto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/feeds/4619923534816695406/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3275409108425372923&amp;postID=4619923534816695406' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/4619923534816695406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/4619923534816695406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/2007/12/bezerra-neto-jornalista-e-escritor-e_978.html' title=''/><author><name>SERVI�OS DE INFORM�TICA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04802833217220463384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3275409108425372923.post-3860526189058056812</id><published>2007-12-22T06:52:00.001-08:00</published><updated>2007-12-22T06:52:52.547-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;BEZERRA NETO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Jornalista e escritor&lt;br /&gt;E-mail: &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="mailto:bzneto@gmail.com"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;bzneto@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O grande inventor&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Semana de 22 a 29/09 / 2007&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O homem viu-se diante de um mundo de coisas e maravilhou-se. Quis ver mais coisas e andou para lá e para cá. Fez sua morada nesse mundo, carregando todos os pertences às costas. Pensou num jeito de melhorar isso, e inventou o carro de bois, que ia zunindo e zunindo, subindo e descendo ladeiras. A nova descoberta foi de grande valia para melhorar sua vida, pois agora não precisava carregar tudo às costas, já que tinha o carro de bois. Porém, ainda não estava satisfeito com o veículo grosseiro que inventara e quis algo melhor. Fez uma canoa e pôs-se a singrar as águas do rio, indo para cima e para baixo, e na terra apossou-se do cavalo. E, depois que o domou, andava nele em grandes galopes, percorrendo os campos com mais desenvoltura. Em seguida à conquista do belo horse e da canoa, inventou as bicicletas, motociclos e charretes, mas ainda não estava satisfeito. Queria ele sair voando por aí como um pássaro. Então, muniu-se de asas, colando-as junto ao corpo com cera da abelha. Mas veio o sol e derreteu a cera, fazendo-o cair. Pensando em novas idéias, inventou o dinheiro com o qual comprava e vendia tudo. Da canoa feita do miolo da velha carnaubeira, evolucionou o madeiro em moderno navio, e do lento progresso de mandar mensagens de um lugar para outro por meio de pombos-correios, evoluiu o telégrafo sem fio. Certo dia, o homem sentou-se debaixo de uma frondosa árvore para descansar, pois já havia feito de tudo. Naquele momento, um fruto da árvore despencou e bateu-lhe na cabeça. Incrível, ele acabara de inventar a lei da gravidade! Esse acontecimento viria revolucionar o mundo e, daí em diante, foi fácil para ele inventar um mundão de coisas: avião, automóveis, televisão, telefone, foguete para ir à Lua, internet, celular, e milhões e milhões de novidades. E não parou de progredir; de inventar e aperfeiçoar novos métodos pelos quais ajudaria à humanidade. Este, que já fez tanto no mundo em que vivia, ganhando poder, glória e fama pessoal, só precisava agora meditar profundamente sobre a importância de irmanar-se a outros homens, colaborando para que a harmonia, o amor e paz sempre existam no mundo, pois somente assim ele estará operando numa obra voltada para si mesmo e para Deus. – Sócrates disse: “... torna-se impossível o homem conhecer o mundo ao redor dele, acima dele, sem conhecer o mundo dentro dele”.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3275409108425372923-3860526189058056812?l=orebate-bezerraneto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/feeds/3860526189058056812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3275409108425372923&amp;postID=3860526189058056812' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/3860526189058056812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/3860526189058056812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/2007/12/bezerra-neto-jornalista-e-escritor-e_7956.html' title=''/><author><name>SERVI�OS DE INFORM�TICA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04802833217220463384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3275409108425372923.post-1534753148017973340</id><published>2007-12-22T06:51:00.001-08:00</published><updated>2007-12-22T06:51:45.632-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;BEZERRA NETO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Jornalista e escritor&lt;br /&gt;E-mail: &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="mailto:bzneto@gmail.com"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;bzneto@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Zeppelin&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Semana de 29/09 a 06/10/2007&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Na década de 50 ainda se falava num certo Zeppelin, balão gigante semelhante a um grande charuto, como uma novidade. Foi a maior invenção do homem até então vista, uma criação alemã destinada ao transporte de passageiros. Falava-se muito a respeito dessa engenhoca voadora, e essa história foi passando de pai para filho, de forma que até mesmo as gerações de hoje já ouviram falar sobre o dirigível Zeppelin. Minha mãe contava que vira ele passar cruzando os céus emitindo um som de “tum-dum-tum-dum”, como baticum de tambor surdo. Certa feita, já em 1969, o folclorista Pedro Teixeira me convidou para fazer uma matéria sobre um possível campo de pouso alemão que existiu durante a Segunda Grande Guerra Mundial numa serra entre Boca da Mata e Viçosa. Seu cume tinha formato plano e parecia ter sido betumado, como uma pista de pouso e decolagem mesmo, podendo ser zona de abastecimento para o Zeppelin – disse-me. Fazia disso um “segredo”, com receio de ser mal interpretado. Infelizmente ele morreu e eu não pude satisfazer esse seu desejo. Dois de julho de 1900; esta data histórica para a aviação mundial marca o vôo inaugural do dirigível Zeppelin-LP-1, uma aeronave tipo balão, impulsionada por dois pequenos motores. Seu inventor, o conde e general alemão Ferdinand Adolf Heirinch Graf von Zeppelin (1839 -1917), conseguiu sobrevoar o lago Constanza, na fronteira da Alemanha com a Suíça. O conde gastara uma fortuna na construção desse monstrengo voador, de estrutura rígida e ovóide, parecendo um grande ovo mesmo. Entretanto, o tecido que cobria a estrutura de alumínio do balão se rompeu no pouso, acabando com a festa.&lt;br /&gt;O milionário já estava na bancarrota, por causa dos gastos com suas invenções, mas não se intimidou com o fracasso de sua experiência e, em 1908, voltou a ganhar os ares da fama com o LZ-4, ao cruzar os Alpes, numa viagem de 12 horas sem escalas. Somente a partir daí, Zeppelin passou a ser financiado em suas pesquisas pelo governo alemão. Em 1910, ele inaugurou linhas regulares na Europa, mas só em 1928 (onze anos após sua morte) o Zeppelin ficou pronto e partiu para uma volta ao mundo. Tinha 245 metros de comprimento e era sustentado no ar por 200 mil metros cúbicos de &lt;/strong&gt;&lt;a title="Hidrogénio" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/HidrogÃÂ©nio"&gt;&lt;strong&gt;hidrogênio&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;, tendo sido esse o maior dirigível da história. No dia 22 de maio de 1930, quando um desses grandes dirigíveis chegou a Recife pela primeira vez, o fato teve tamanha repercussão que Estácio Coimbra, então governador de Pernambuco, decretou feriado estadual. O “peixe-voador” pousou no Campo dos Dirigíveis do Jiquiá.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3275409108425372923-1534753148017973340?l=orebate-bezerraneto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/feeds/1534753148017973340/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3275409108425372923&amp;postID=1534753148017973340' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/1534753148017973340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/1534753148017973340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/2007/12/bezerra-neto-jornalista-e-escritor-e_8277.html' title=''/><author><name>SERVI�OS DE INFORM�TICA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04802833217220463384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3275409108425372923.post-8844902990456101871</id><published>2007-12-22T06:49:00.000-08:00</published><updated>2007-12-22T06:50:20.155-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;BEZERRA NETO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Jornalista e escritor&lt;br /&gt;E-mail: &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="mailto:bzneto@gmail.com"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;bzneto@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O trem de ferro&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Semana de 06 a 13/10/2007&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;O levante militar de 64 o retirou dos trilhos, deixando a pobreza sem o seu mais adequado meio de transporte. As velhas estações, como que ainda esperando a sua volta, permanecem nas cidades como lembrança – retratos vivos do passado; verdadeiros cartões postais são elas, ao lado do quadro Estação de Ferro Central do Brasil, de Tarsila Amaral, pintura evocada no poema de Manoel Bandeira – Trem de Ferro. Todos nós, interioranos da geração dos anos sessenta, vimos de algum lugar o trem passar a correr sobre trilhos, para lá e para cá, soltando fumaça, silvando e matraqueando: “café com pão, café com pão, café com pão”. E lá se ia o trem de ferro na sua costumeira e mansa velocidade, mas contundente: - “Vou danado pra Catende, vou danado pra Catende/ vou danado pra Catende/ com vontade de chegar”... “O sino bate, o condutor apita o apito, solta o trem de ferro um grito, põe-se logo a caminhar”. O maquinista acelera; o foguista bota mais fogo na fornalha. E lá vem o trem de volta. O governador Teotonio Vilela Filho vira maquinista e vem trazendo o trem de volta; Luciano Barbosa é foguista e bota lenha na fornalha, bota mais fogo na máquina, e o trem é conduzido de volta às Alagoas, às terras de Arapiraca. Haverá muito progresso e o produtor rural vai poder escoar a sua produção de milho, feijão... Leio o poema de Bandeira, Trem de Ferro, onde ele aborda uma temática muito comum à vida nordestina: “o trem é mais que uma máquina e símbolo de modernidade na esfera social; um simples meio de locomoção. É esperança de vida melhor”. Reflito: o progresso vem de trem. Quando não se tinha televisão, via-se o mundo através da janela do trem. O foguista bota fogo na fornalha/ a fumaça voa/ o homem pega o trem e voa na fumaça. Corre um mundão de léguas e volta ao mesmo lugar. – Quanta saudade!... Acho até que todos nós – saudosistas – de certa forma sempre estivemos esperando o retorno aos trilhos do trem de ferro de nossa infância... nossa lembrança. O trem de ferro vem com vontade de chegar. Agora sim/ Café com pão/ Agora sim/ Voa, fumaça/ Bota fogo na fornalha, seu foguista/ Ai seu maquinista / Não deixa o trem descarrilar! Foge, bicho, Foge, povo/ Vai depressa ver o trem passar... – Penso: fui menino vivendo os dias e as horas de saída e chegada do trem à estação, o movimento da gente que chegava e da gente que embarcava. Guardo isso na lembrança e acho que, quando o trem apitar novamente na curva, voltando, eu estarei lá para matar a saudade.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3275409108425372923-8844902990456101871?l=orebate-bezerraneto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/feeds/8844902990456101871/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3275409108425372923&amp;postID=8844902990456101871' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/8844902990456101871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/8844902990456101871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/2007/12/bezerra-neto-jornalista-e-escritor-e_195.html' title=''/><author><name>SERVI�OS DE INFORM�TICA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04802833217220463384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3275409108425372923.post-7177872906002060662</id><published>2007-12-22T06:48:00.001-08:00</published><updated>2007-12-22T06:48:58.135-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;BEZERRA NETO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Jornalista e escritor&lt;br /&gt;E-mail: &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="mailto:bzneto@gmail.com"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;bzneto@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O Porco&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Semana de 13 a 20/10/2007&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um causo: era noite de “Santa Missão” em Arapiraca, para onde acorreram multidões vindas de todos os arredores e das cidades circunvizinhas, como Limoeiro de Anadia, Marimbondo, Belém, Palmeira dos Índios, Igaci, Santana do Ipanema, Dois Riachos, entre outras. O pátio que ficava atrás da Igreja Matriz, estava superlotado, milhares de pessoas se espalhando pela hoje Praça Marques da Silva, passando pelo cemitério velho (onde hoje é construída a Igreja Concatedral Nossa Senhora do Bom Conselho, no Largo Dom Fernandes Gomes – Centro na Rua 30 de Outubro e adjacências. Não havia mais onde coubesse um pé de pessoa. Frei Damião pregava aos fiéis, expulsava demônios, condenava os amancebados e pedia aos céus que mandasse chover em cima das plantações.&lt;br /&gt;O plantio de fumo e de outras lavouras necessitavam de chuva porque a terra estava num secume de dá pena... Todos oravam com o “santo do Nordeste” pedindo para a seca se retirar; pediam e pediam, numa lamúria só... Minhas primas Maura, Marinete, Zezé e Neninha estavam atrasadas e, por conseguinte, eu também, que devia acompanhá-las à Santa Missão. Todos nós já estávamos prontos, sentados enquanto aguardava Zezé – a mais vaidosa da turma – se trocar, botar pó de arroz coração e ruge no rosto, avivando as sobrancelhas com lápis molhado na ponta na língua... Enquanto isso, no quintal da casa, meus primos Miguel, Adalberto e Deló ajudavam tio José a pelar um porco, jogando sobre ele água fervente. Este fora abatido e colocado em um bando de tiras, para ser pelado.&lt;br /&gt;Já haviam feito a pelação um lado, da cabeça aos pés, ele lá esticado e mortinho da silva. Para virar o porco, para que pelassem a outra banda, Deló e Miguel pegaram na parte da frente, enquanto tio José e Adalberto seguraram o animal pelos pés traseiros. Mas, ao tentarem virar o “barrão” - que pesava mais de 100 quilos – todos foram surpreendidos com o despertar do animal. De supetão, ele pôs-se a correr desembestado porta afora, causando o espanto de todos. Corria em debandada ao aglomerado de gente, gritando e rodopiando. Maura, com seu elegante vestido, não contou conversa: saiu no encalço do danado, pega aqui, pega acolá, em meio às risadas e gargalhadas da turba que se desarrumava à passagem dos dois valentes. Maura não se incomodou de estar pagando aquele mico, só queria recuperar o suíno, trazendo-o de volta ao “matadouro”. E foi derrubá-lo já próximo ao palanque, onde estava Frei Damião rodeado de pessoas ilustres da cidade. Ela escanchou-se no bicho, prendeu-o pelas orelhas e esperou os irmãos chegar para levá-lo amarrado. Não precisa dizer que a “Missão” ali acabou!&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3275409108425372923-7177872906002060662?l=orebate-bezerraneto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/feeds/7177872906002060662/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3275409108425372923&amp;postID=7177872906002060662' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/7177872906002060662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/7177872906002060662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/2007/12/bezerra-neto-jornalista-e-escritor-e_5080.html' title=''/><author><name>SERVI�OS DE INFORM�TICA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04802833217220463384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3275409108425372923.post-8481178649841283100</id><published>2007-12-22T06:46:00.000-08:00</published><updated>2007-12-22T06:47:20.494-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;BEZERRA NETO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Jornalista e escritor&lt;br /&gt;E-mail: &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="mailto:bzneto@gmail.com"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;bzneto@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O Sputnik&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Semana de 20 a 27/10/2007&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os primeiros passos em direção à conquista espacial foram dados com o lançamento, há 50 anos, do primeiro satélite artificial da Terra, o Sputnik. A Nasa (Agência Espacial Americana) e a ESA (Agência Espacial Européia) bradaram para todos os cantos a grande novidade; a corrida espacial acontecendo a partir do Sputnik. Numa conferência na Academia Russa de Ciência, o diretor da Nasa, Michael Griffin, afiançou: "O Sputnik protagonizou um acontecimento sem precedentes na história da humanidade e, em nosso caso, deu um forte impulso ao programa espacial dos Estados Unidos, pois sem ele não haveria a Apolo". O satélite subiu ao espaço em 04 de outubro de 1957 e, um mês depois, o primeiro ser vivo fez sua viagem pelo espaço: a cadela Laika. Foi um “deus nos acuda” de tanta falação!... O primeiro vôo de um ser humano ao espaço só aconteceu em 12 de abril de 1961 – o russo Yuri Gagarin, na nave Vostok-1, seis anos depois do Sputnik. Griffin veio destacar para os acadêmicos russos que a URSS foi a primeira a colocar em órbita uma nave espacial com dois e depois com três cosmonautas, realizando a primeira viagem espacial, com Alexei Leonov no comando da nave Vosjod-3, em março de 1965. E para Jean-Jacques Dordain, diretor-geral da ESA, “o lançamento do Sputnik, uma esfera de alumínio polido de 83 quilos, que sobrevoava a Terra a uma altura de mil quilômetros e emitindo sinais, mudou o mundo". O Sputnik abriu uma nova janela para o mundo, realmente.&lt;br /&gt;Minha meninice, eu a curti atento a tudo que se falava pelo rádio (a televisão já havia chegado ao Brasil, mas não no interior onde morava com meus pais) a respeito do Sputnik. Tinha 11 anos, então, idade suficiente para que guardasse boa impressão do mundo daquela época, onde os homens ainda sonhavam com o progresso da humanidade; não era como hoje, onde todos ou quase todos só pensam em obter sucesso e riqueza pessoais. Caminhamos nos dias atuais todos assim, numa grande e ambiciosa jornada de conquistas que, no final verificamos que é inglória, porque é guiada pelo egoísmo e pela ambição desenfreada que nos arrasta para abismos infindáveis, havendo nisso completo alheamento às coisas do espírito e de Deus.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3275409108425372923-8481178649841283100?l=orebate-bezerraneto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/feeds/8481178649841283100/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3275409108425372923&amp;postID=8481178649841283100' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/8481178649841283100'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/8481178649841283100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/2007/12/bezerra-neto-jornalista-e-escritor-e_289.html' title=''/><author><name>SERVI�OS DE INFORM�TICA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04802833217220463384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3275409108425372923.post-2697965200092831656</id><published>2007-12-22T06:43:00.000-08:00</published><updated>2007-12-22T06:44:14.070-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;BEZERRA NETO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Jornalista e escritor&lt;br /&gt;E-mail: &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:bzneto@gmail.com"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;bzneto@gmail.com&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O Circo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Semana de 27/10 a 03/11/2007&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A alegria da garotada era sem dúvida o Circo, seus malabaristas, palhaços e o picadeiro, onde aconteciam as principais cenas do show circense – as piadas, os malabares, os saltos ornamentais, o equilíbrio em cordas, em rodas, em cubos; trapézios, as danças de fitas; cavalos amestrados se exibindo, ao dorso lindas artistas de pernas “torneadas”, que enchiam de enlevos as cabeças de pequenos e grandes numa ânsia só; só vendo para crer os olhares pecadores dos meninos prestes à primeira comunhão, as lambidas dos lábios de algodão doce, flocos de pipocas como se fossem tetas arrancadas debaixo de lindos corpetes de lingeries, acesos, que despertavam à imaginação, à volúpia. Às vezes eram de lycra preta, com detalhes em tule bordado, sem alças que impedissem o “desnudo” de certos olhares. Ah, circos daquela infância! – Nerino, Garcia, Trindade, Orlando Orfei – e tantos outros. Todos passavam em minha cidade e eu os guardo ainda na memória, principalmente o Nerino, o mais esperado dos meus dias. A lembrança do palhaço Picolino me vem sempre. Vejo-o dentro de sua casaca grande e preta, colarinho grande, calça com suspensório, chapéu coco e sapatos longos. Toda a meninada o conhecia pelo nome, brincava com ele e o amava. Um cativante conquistador de platéias, era o Picolino!... Essas lembranças me vêm por nada; estão elas na cabeça e no andar de longos anos; dias espiados através da janela do trem de ida e de volta, de vez enquanto uma parada na próxima estação, uma descida rápida e um pouco de descanso, só para refazer a coragem de voltar a ser menino e ajudar a pensar ainda que continuo um admirador de circo.&lt;br /&gt;Ele chegava e ia logo montando a sua grande lona. Era um passatempo bom, depois da escola. Permanecia ali horas e horas vendo os operários levantar os mastros, na montagem de tudo, o picadeiro, os camarotes, o “poleiro” e as grandes gaiolas dos animais. Ligava-me nisso... Uma vez fui puxado pelo braço quando acompanhava o palhaço “catita” montado de costas na garupa de um jumento, anunciando a atração da noite. Era meu pai, que quase me bateu pelo atrevimento. O palhaço ia à frente e a garotada atrás, respondendo aos seus apelos propagandistas: “ô, zabelê cantô no mato!...” E os meninos respondiam a uma só voz: “tôco cru pegando fogo/ ô, zabelê cantô no mato.../ tôco cru pegando fogo/... E assim ia a caravana pelas ruas. No final, cada um dos meninos dava ao palhaço o braço, para ser carimbado. Isso valia uma entrada.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3275409108425372923-2697965200092831656?l=orebate-bezerraneto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/feeds/2697965200092831656/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3275409108425372923&amp;postID=2697965200092831656' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/2697965200092831656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/2697965200092831656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/2007/12/bezerra-neto-jornalista-e-escritor-e_525.html' title=''/><author><name>SERVI�OS DE INFORM�TICA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04802833217220463384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3275409108425372923.post-8146898109838529955</id><published>2007-12-22T06:38:00.000-08:00</published><updated>2007-12-22T06:40:26.995-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;BEZERRA NETO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Jornalista e escritor&lt;br /&gt;E-mail: &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:bzneto@gmail.com"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;bzneto@gmail.com&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;A “Velhinha do Juá”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Semana de 03 a 10/11/2007&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ganhou esse nome porque vendia raízes e plantas medicinais. Principalmente, vendia raízes e folhas de ”Juá”, de um tipo de árvore que dá no Nordeste. Segundo ela, servia para curar doenças da pele e outros males. Era uma grande curandeira. Passava todas as semanas, às segundas-feiras (a feira livre local acontecia nos dias de segunda-feira), para negociar o seu produto. Trocava meizinhas por feijão, farinha, café, sal, açúcar e jabá, que era para dar gosto ao feijão. Vivia sozinha, nas brenhas, e já beirava a casa dos oitenta anos de idade. Andava sempre descalça, vestido um tanto surrado e desbotado, de chita estampada, saia batendo em baixo, nos calcanhares. Mijava em pé, abrindo as pernas. Deixava uma poça de mijo no chão. A meninada a chacoteava por isso, mas ela nem ligava. Um dia minha mãe a chamou. Queria um remédio para “cegueira noturna” (eu e meu irmão Bibi sofríamos desse mal há anos, sem poder enxergar à noite) Ela deu raízes e ensinou a fazer o “beberebe”, recomendando como faze-lo: - Vá na feira e peça no açougue um pedaço de figo (fígado). “Tem de pedi pelo amô di Deus, sinão não vai ter serventia. Adispõs, bote o figo pra fervê numa panela de barro vigi (virgem, que ainda não foi usada). Quando tivé cozido dê para os meninos cumê e bebê o cardo. É só. Minha mãe queixou-se: - É só? A senhora me diz para pedir “pelo o amor de Deus” e acha que é pouco? Não posso fazer isso. Posso comprar!... - Num servi, respondeu a “Velha”. Já disse; só servi si pidi pelo “amô di Deus”. E mamãe, não tendo escolha, foi pedir, mesmo que todo o açougue de carnes pertencesse a família: - Miguel, dê-me um pedaço de fígado, “pelo amor de Deus”!... - Ficou maluca, Joaninha?! - Não me pergunte porquê, mas me dê um pedaço de fígado, “pelo amor de Deus!...Eu e meu irmão comemos o fígado e tomamos do caldo. Um purgante! Mas na noite do mesmo dia estávamos curados. Mamãe nos encontrou jogando bola de meia com a meninada debaixo da luz de um poste, já noite alta.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3275409108425372923-8146898109838529955?l=orebate-bezerraneto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/feeds/8146898109838529955/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3275409108425372923&amp;postID=8146898109838529955' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/8146898109838529955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/8146898109838529955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/2007/12/bezerra-neto-jornalista-e-escritor-e_4433.html' title=''/><author><name>SERVI�OS DE INFORM�TICA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04802833217220463384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3275409108425372923.post-6023410503070490381</id><published>2007-12-22T06:32:00.001-08:00</published><updated>2007-12-22T07:18:50.473-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;BEZERRA NETO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;Jornalista e escritor&lt;br /&gt;E-mail: &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:bzneto@gmail.com"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;bzneto@gmail.com&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O Retrato&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Semana de 24/11 a 01/12/2007&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em 68 tentei entrar para o comércio, coisa que não deu certo. Constatei logo que não possuía os requisitos necessários a um homem de negócios, e afastei-me do ramo. Mas foi por essa época que tomei parte numa passagem da vida muito interessante: uma cliente da minha loja não atendia os avisos de cobrança, embora estivesse devendo todas as duplicatas de sua compra a crédito. Depois de tentativas várias, através do pessoal de cobrança, resolvi eu mesmo entra em ação e tentar recuperar o que já parecia perdido. Fui, então, à residência dessa senhora e em três oportunidades, não a encontrava em casa; só encontrava uma anciã que me dizia ser sogra da dona da casa. Esta, recebia-me muito bem, convidando-me a sentar e conversar com ela numa saleta bem arrumada com bom gosto no átrio de entrada da casa.Conversamos bastante em todas as três vezes que fui à sua casa. Ela esmerava-se ao falar do filho, um coronel reformado de grande prestígio; falava sobre os netos, que já freqüentavam a universidade; falava sobre coisas familiares, como toda mãe e avó costumam falar dos seus. Acho que ela entendia a razão de minhas constantes visitas, mas nunca falamos sobre esse assunto. Numa terceira e última vez que estive na casa de minha cliente, encontrei o coronel em casa e relatei a ele o meu problema. O homem pediu muitas desculpas pelo comportamento da mulher e quis logo saldar a dívida familiar. Estava meio curvado sobre um móvel da sala principal preenchendo o cheque no valor total da dívida de sua esposa, quando perguntei sobre sua mãe, a bondosa velhinha que me atendia sempre das outras vezes.O homem parou de preencher o cheque e, com certo espanto estampado rosto, indagou-me:- O senhor a conhecia? Fitou-me!- Sim, fizemos uma boa amizade nas vezes que estive aqui. - respondi.Ele parou por alguns instantes. Voltou a preencher o cheque e o trouxe para mim. Agiu como se quisesse revelar algo; pediu-me para o esperar enquanto ia buscar uma coisa no seu quarto de dormir. Voltando, trouxe um quadro com o retrato de sua genitora. Eu a reconheci de imediato.- Foi com esta senhora que conversou? Aqui, nas vezes em que veio à minha casa?- Sim! Aconteceu-lhe alguma coisa?- Não. É que ela já se foi deste mundo faz nove anos!...&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3275409108425372923-6023410503070490381?l=orebate-bezerraneto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/feeds/6023410503070490381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3275409108425372923&amp;postID=6023410503070490381' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/6023410503070490381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/6023410503070490381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/2007/12/bezerra-neto-jornalista-e-escritor-e_7616.html' title=''/><author><name>SERVI�OS DE INFORM�TICA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04802833217220463384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3275409108425372923.post-880906035169087411</id><published>2007-12-22T06:32:00.000-08:00</published><updated>2007-12-22T06:33:52.484-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;BEZERRA NETO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;Jornalista e escritor&lt;br /&gt;E-mail: &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:bzneto@gmail.com"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;bzneto@gmail.com&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O Retrato&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Semana de 24/11 a 01/12/2007&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em 68 tentei entrar para o comércio, coisa que não deu certo. Constatei logo que não possuía os requisitos necessários a um homem de negócios, e afastei-me do ramo. Mas foi por essa época que tomei parte numa passagem da vida muito interessante: uma cliente da minha loja não atendia os avisos de cobrança, embora estivesse devendo todas as duplicatas de sua compra a crédito. Depois de tentativas várias, através do pessoal de cobrança, resolvi eu mesmo entra em ação e tentar recuperar o que já parecia perdido. Fui, então, à residência dessa senhora e em três oportunidades, não a encontrava em casa; só encontrava uma anciã que me dizia ser sogra da dona da casa. Esta, recebia-me muito bem, convidando-me a sentar e conversar com ela numa saleta bem arrumada com bom gosto no átrio de entrada da casa.Conversamos bastante em todas as três vezes que fui à sua casa. Ela esmerava-se ao falar do filho, um coronel reformado de grande prestígio; falava sobre os netos, que já freqüentavam a universidade; falava sobre coisas familiares, como toda mãe e avó costumam falar dos seus. Acho que ela entendia a razão de minhas constantes visitas, mas nunca falamos sobre esse assunto. Numa terceira e última vez que estive na casa de minha cliente, encontrei o coronel em casa e relatei a ele o meu problema. O homem pediu muitas desculpas pelo comportamento da mulher e quis logo saldar a dívida familiar. Estava meio curvado sobre um móvel da sala principal preenchendo o cheque no valor total da dívida de sua esposa, quando perguntei sobre sua mãe, a bondosa velhinha que me atendia sempre das outras vezes.O homem parou de preencher o cheque e, com certo espanto estampado rosto, indagou-me:- O senhor a conhecia? Fitou-me!- Sim, fizemos uma boa amizade nas vezes que estive aqui. - respondi.Ele parou por alguns instantes. Voltou a preencher o cheque e o trouxe para mim. Agiu como se quisesse revelar algo; pediu-me para o esperar enquanto ia buscar uma coisa no seu quarto de dormir. Voltando, trouxe um quadro com o retrato de sua genitora. Eu a reconheci de imediato.- Foi com esta senhora que conversou? Aqui, nas vezes em que veio à minha casa?- Sim! Aconteceu-lhe alguma coisa?- Não. É que ela já se foi deste mundo faz nove anos!...&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3275409108425372923-880906035169087411?l=orebate-bezerraneto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/feeds/880906035169087411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3275409108425372923&amp;postID=880906035169087411' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/880906035169087411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/880906035169087411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/2007/12/bezerra-neto-jornalista-e-escritor-e_4354.html' title=''/><author><name>SERVI�OS DE INFORM�TICA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04802833217220463384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3275409108425372923.post-6411056500789802185</id><published>2007-12-22T06:26:00.001-08:00</published><updated>2007-12-22T06:27:30.147-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;BEZERRA NETO&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Jornalista e escritor&lt;br /&gt;E-mail: &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:bzneto@gmail.com"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;bzneto@gmail.com&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Encontro com o insólito&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Semana de 10 a 17/11/2007&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aconteceu durante minha infância e até hoje o fato que vou expor permanece vivo na lembrança dos meus treze para quatorze anos, quando morava com minha família em Arapiraca. Era tarde de sol ameno e eu passava pela fonte d’água doce onde as mulheres costumavam encher seus potes, latas e bacias, levando-os para casa na cabeça. Seguia eu em direção ao campo de futebol do Baixão, bairro um tanto afastado de onde morava: Cacimbas de Baixo, ao lado do “Açude do Governo”. Foi aí que vi um homem montando seu puro sangue (o cavalo mais belo que meus olhos já viram). Imaginei logo que desejavam beber daquela fonte de água cristalina e fria, guardada pelas sombras que davam os frondosos cajueiros em redor. Dava para sentir isso pela freqüência com que o animal batia com um dos cascos dianteiros sobre o chão molhado pela água excedida da barreira da fonte, que derramava.&lt;br /&gt;Pareciam ter vindo de um longo trote, pois o cavalo guardava suor e espumava pelos cantos da boca; suados estavam os dois (cavaleiro e seu troteante horse), ambos parecendo viajantes um tanto exaustos de uma longa viagem, pelo que aparentavam. Os espécimes mais bonitos que podiam existir! – pensei antes de a eles me dirigir para saber se realmente precisavam de ajuda. E que cavalo!... Arreios de prata (sela e arreios eram ornados de um metal reluzente, que devia ser de prata), um rico arranjo de enfeites bem distribuídos... O homem nem se fala!... Talvez um Lorde, vestindo finíssimo terno de linho “pele de ovo”, impecavelmente bem acabado; uma roupa bem cinturada que lhe caía muito bem. Suas botas, bem engraxadas, iam até à altura próxima dos joelhos; tinham brilho de graxa fresca e, talvez por isso, não pretendesse sujá-las na lama, ao apear-se de sua montaria.&lt;br /&gt;O homem permanecia montado, enquanto controlava as rédeas do animal, forçando-o a não tomar daquela água que se derramava das beiras da fonte, indo aos seus cascos, que refregavam até fazer lama. Aproximei-me dos dois: - Deseja água para o cavalo? – perguntei ao cavaleiro. Ele meneou a cabeça de fino chapéu de palhinha, assentindo. Então, apanhei uma cuia que estava à beira da fonte (as apanhadeiras de água costumavam deixar algumas num canto) e a enchi. A água era tão cristalina que dava para ver sobre ela refletida a figura dos dois estranhos; dava para vê-los belos em meio aos arvoredos em redor, bem iluminados pela luz do sol daquela tarde. Que lindo quadro!... Mas, quando me levantei com a água, voltando-me, eis que não havia alma viva ali por perto; nem homem nem cavalo. Só os reencontrei vinte anos depois... Mas essa é uma outra história, que espero contar noutra oportunidade.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3275409108425372923-6411056500789802185?l=orebate-bezerraneto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/feeds/6411056500789802185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3275409108425372923&amp;postID=6411056500789802185' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/6411056500789802185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/6411056500789802185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/2007/12/bezerra-neto-jornalista-e-escritor-e_7800.html' title=''/><author><name>SERVI�OS DE INFORM�TICA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04802833217220463384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3275409108425372923.post-4588836435750063496</id><published>2007-12-22T06:18:00.000-08:00</published><updated>2007-12-22T06:21:26.852-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;BEZERRA NETO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Jornalista e escritor&lt;br /&gt;E-mail: &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:bzneto@gmail.com"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;bzneto@gmail.com&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O segundo encontro&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Semana de 17 a 24/11/2007&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como prometi, volto a falar sobre o Cavaleiro da fonte: em 1964, rodei um filme-documentário sobre a vida de Delmiro Gouveia. Foi nessa oportunidade que tive meu segundo encontro com o insólito (lembram-se do primeiro artigo sobre esse tema?). Depois de mais de vinte anos, ele reapareceu, e salvou-me de morte certa. – Que nome guardaria ele em seu misterioso designo? Anjo da guarda? Cavaleiro do destino? Eu o chamarei de meu Salvador. E peço a ele perdão por contar mais este trecho da minha vida ligada às suas aparições. A equipe de filmagem estava ansiosa para deixar a cidade de Delmiro Gouveia, no Algo Sertão alagoano, pois já havíamos terminado todo o trabalho ali; o filme estava pronto para receber os serviços de laboratório e ser exibido nas telas, mas eu tinha que ser o teimoso de sempre!Teimei em fazer tomadas de uma certa gruta onde se escondia o cangaceiro Lampião, nas ribanceiras do rio São Francisco, um lugar de difícil acesso, próximo à antiga usina hidrelétrica (a primeira do Nordeste) que o pioneirismo de Delmiro implantou na região sertaneja para fazer movimentar sua fábrica de linhas. A esse lugar só se podia ir descendo por uma velha escada espiral de ferro (com centenas de degraus), que não oferecia segurança alguma. Fui avisado disto, mas não dei importância às apelações dos amigos fazendo-me ver o grande perigo que representava essa minha teimosia. Preparei-me para descer a velha escada, apesar de todos os protestos. Estava amarrado a cordas e sentia-me seguro, pronto para iniciar a descida até à margem do rio. A câmara de filmagem também estava bem amarrada e segura, como fazia crer.- Pronto? – perguntei à equipe. Pronto! – respondeu-me esta. Mas, quando coloquei os pés sobre o primeiro degrau, eis que nesse momento, senti sobre meu ombro uma mão forte. Virei a cabeça sobre o ombro para ver quem era. Ela ele, o Cavaleiro da fonte, o mesmo da minha visão de adolescente. Não o tinha esquecido. Ele fez sinal meneando a cabeça avisando-me de que não devia descer àquela fundura. Olhava-me fixo, como se fosse uma repreenda. Num olhar, vi também o seu belo cavalo amarrado a uma argola de meio-fio, na calçada que completava o piso de um recanto próximo à guarita de acesso. Obedeci e retirei de imediato os pés da escada. “Botei o rabo entre as pernas” e agüentei a galhofa do pessoal. Três dias depois a escada de ferro, já muito velha, ruiu de cima a baixo, tomada pela ferrugem. Li na primeira página do Jornal de Alagoas.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3275409108425372923-4588836435750063496?l=orebate-bezerraneto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/feeds/4588836435750063496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3275409108425372923&amp;postID=4588836435750063496' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/4588836435750063496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/4588836435750063496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/2007/12/bezerra-neto-jornalista-e-escritor-e_22.html' title=''/><author><name>SERVI�OS DE INFORM�TICA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04802833217220463384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3275409108425372923.post-8550317429461823627</id><published>2007-12-22T06:07:00.000-08:00</published><updated>2007-12-22T06:09:40.628-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;BEZERRA NETO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Jornalista e escritor&lt;br /&gt;E-mail: &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="mailto:bzneto@gmail.com "&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;bzneto@gmail.com &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O rezador e as cobras&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Semana de 01 a 08/12/2007&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Causo - O rezador foi chamado para fazer uma “limpeza” numa pequena fazenda onde seu proprietário, além da plantação de várias espécies de legumes, milho e feijão, que cultivava, criava também algumas cabeças de gado e ovelhas. Mas havia tempo, ele vivia se queixando da perda de alguns animais, devido à presença de cobras em seu terreno. Eram muitas, as cobras e todo santo dia morria uma rês ou mesmo uma cabra ou cabrito mordidos por cobras venenosas. Calado, o velho rezador ouviu todas as queixas e explicações daquele proprietário, querendo se inteirar do problema que o afligia. Depois aprontou-se para rezar um reza apropriada para a ocasião; benzeu-se e acendeu um cigarro de palha, tirando boas baforadas. Depois, acocorou-se próximo ao mourão da cancela, e tranqüilizou o infortunado fazendeiro.- Não vai ser difícil de fazer – disse. Mas primeiro vai me prometer que vai dar uma de suas rezes a Santo Antonio, para ser leiloada na novena.- Dou! Dou mais de uma! E dou para o senhor também, quantas forem preciso!- Não; uma é bastante. Pegue uma, depois faça doação aos noveneiros do santo para ajudar na construção de sua igreja. Para mim não quero nada!- Como quiser – consentiu o homem.Nesse ponto, o velho se levantou de onde estava e deu três assobios chamando as cobras. Esperou pelas ditas fumando ainda o resto de seu cigarro de palha. Daí para frente foi um desfilar de cobras vindo em direção da cancela de entrada da fazenda; vinhas enfileiradas pelo caminho que dava até a casa grande.Lá vêm as bichinhas – disse calmamente o rezador, ante o olhar estupefato do dono da propriedade e de alguns presentes. O homem quis correr para o alpendre da casa, onde estavam a mulher e os filhos, assustados com o que viam; mas o rezador o impediu, tranqüilizando-o.- Não se avexe!... Elas não lhes causarão nenhum mal. Eu as tenho debaixo de reza. Fique tranqüilo que nada de ruim vai acontecer. E as cobras, de todos os tamanhos, vinham morrer aos seus pés. Ele as pegava uma por uma cravando os dedos polegar e indicador sobre o pescoço, abrindo-lhes a boca. Depois cuspia um cuspe salivado do gosto do tabaco tragado e as serpentes estrebuchavam no chão, mortas. Este é mais um dos causos que conto e que aconteceram de verdade.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3275409108425372923-8550317429461823627?l=orebate-bezerraneto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/feeds/8550317429461823627/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3275409108425372923&amp;postID=8550317429461823627' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/8550317429461823627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/8550317429461823627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/2007/12/bezerra-neto-jornalista-e-escritor-e.html' title=''/><author><name>SERVI�OS DE INFORM�TICA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04802833217220463384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3275409108425372923.post-4831794761877041387</id><published>2007-11-23T05:40:00.000-08:00</published><updated>2007-11-23T10:52:12.459-08:00</updated><title type='text'>Piranhas - Uma cidade de encantos mil...</title><content type='html'>&lt;!--[if gte vml 1]&gt;&lt;v:shapetype id="_x0000_t202" coordsize="21600,21600" spt="202" path="m,l,21600r21600,l21600,xe"&gt;  &lt;v:stroke joinstyle="miter"&gt;  &lt;v:path gradientshapeok="t" connecttype="rect"&gt; &lt;/v:shapetype&gt;&lt;v:shape id="_x0000_s1026" type="#_x0000_t202" style="'position:absolute;" stroked="f"&gt;  &lt;v:textbox style="'mso-next-textbox:#_x0000_s1026'/"&gt; &lt;/v:shape&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !vml]--&gt;&lt;span style=""&gt;Quem vem pela primeira vez à antiga cidade de Piranhas, às mar&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;gens do rio São Francisco, alto sertão de Alagoas, encanta-se de imediato com sua exótica&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; beleza, caracterizada pelos relevos naturais de formação montanhosa e o &lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;sui generis&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_UJJcrIX8ebk/R0bbP9ZtSLI/AAAAAAAAABE/koWLDKcsZ0o/s1600-h/R+e+PH+Mirante+2+escadaria.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_UJJcrIX8ebk/R0bbP9ZtSLI/AAAAAAAAABE/koWLDKcsZ0o/s400/R+e+PH+Mirante+2+escadaria.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5136033492289538226" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=""&gt; de seu casario. Na parte baixa, vê-se excelente &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;acervo arquitetônico, que inclui a antiga estação ferro&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;viária, da &lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;Great Western Brazil Railway&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; construída entre 1878 e 1881. Becos, sobrados, &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;ladeiras (algumas delas ainda calçadas com pedras portuguesas), e casarões colonia&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;is com elementos de platibanda, dão um realc&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;e todo especial a esse lugar. No alto, apinhadas sobre a mont&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;anha, casinhas simples e colori&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;das passam a idéia de um cenário de filme de conto&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; de fadas ou, como quer Rosiane Rodrigues, escritora local&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;, uma “lapinha&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; de Natal”. &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;É difícil alguém não reparar admirado em sua excentricidade e capacidad&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;e de resistir às intempéries do tempo, colhendo disso a boa impressão de que está&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; vivenciando um raro momento &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;passado em meio à natureza árida mas cheia de &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;vida, num mundo fora do n&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;osso mundo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Recentemente tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional, Piranhas constitui-se num lugar encantador, modelo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; de idealismo e perseverança, onde o homem sofrido iniciou longa&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; cam&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;inhada, enfrentando &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;trancos e barrancos para chegar onde chegou, conse&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;rvando, no entanto, muito nítid&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;os e estáveis seus caractere&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;s étnicos. Ganha ares de pujança&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_UJJcrIX8ebk/R0bjxtZtSNI/AAAAAAAAABU/wC-SGBz9oeA/s1600-h/018-VELHA+ESTA%C3%87%C3%83O+DE+TREM.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 298px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_UJJcrIX8ebk/R0bjxtZtSNI/AAAAAAAAABU/wC-SGBz9oeA/s400/018-VELHA+ESTA%C3%87%C3%83O+DE+TREM.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5136042868203145426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; e nobreza, com dimensão universal, aquele lugar, já que esse reconhecimento ele&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;va às alturas o seu&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;acervo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; histórico-cultural, guardado e preservado através do&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;s séculos pela gente local, que se faz em c&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;uidados com o que é de se cuidar, para a preserva&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ção dos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;bens deixados à se&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;rventia de todos. Das cidades alagoanas, somente Piranhas e Penedo detêm tamanha honraria,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;suplantando,inclusive, Marechal Deodoro e P&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;orto Calvo, cujos patrimônios históricos também são merecedor de reconhecimento. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Piranhas é uma terra diferente de todas as outras conhecidas, cuja originalid&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ade e traços pitorescos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; colocam-na como uma&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; das mais belas &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;e atraentes do Nordeste brasileiro. Nem mesmo a&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;s gigantescas e modernas i&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;nsta&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;lações da &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;Usina Hidrelétrica Xingó (que compõe o seg&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;undo maior complexo do gênero no Brasil e o sexto em todo o mundo), despertam tanta curiosidade&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; e interesse quanto essa pacata cidade incrustada nas grimpas e barrancas do São Francisco.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;O turista embevece-se ao descortiná-la, curtindo um sol&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; extraordinariamen&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;te belo e de grande fulgor, nascendo no horizonte dos céus e refletindo seus raios vivificantes sobre as montanhas e águas do “Velho Chico”, derramando, ainda, nos telhados dos prédios seculares, uma cor averm&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;elhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;Ás primeiras horas da manhã&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;, andar descalço à beira-ri&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;o faz bem. É o momento também de se conhecer o lugar e sua gente; de&lt;/span&gt; e&lt;span style="font-size:100%;"&gt;sticar-se numa caminhada íngreme &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;até &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;o secular mirante do Alto do Bonfim, recentemente reconstruído e revitalizado pela mu&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;nic&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_UJJcrIX8ebk/R0bmHdZtSOI/AAAAAAAAABc/MOnATFj-cyU/s1600-h/010-CARROCEIRO.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 331px; height: 254px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_UJJcrIX8ebk/R0bmHdZtSOI/AAAAAAAAABc/MOnATFj-cyU/s400/010-CARROCEIRO.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5136045440888555746" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;ipalid&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;ade, depois que sofreu grande desabamento em janeiro de 2002. Será uma maratona de fôlego&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;, de força física, porque a ele se chega através de uma escadaria de inclinação bastante acentuada, de 300 degraus. O obelisco, que foi erguido como símbolo da fraternidade entre ger&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;ações no final do século XIX, ganhou mais impor&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;tância quando a ele &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;foi acrescentad&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;a a forma atu&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;al: cinco pirâmides de oito metros de altura,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; representando as cinco regiões do Brasil. Este guarda ainda a antiga inscrição em bronze: “Os homens do século XIX saúdam os homens do século XX&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;”. Está localizado num dos pontos mais elevados da cidade, oferecendo uma visão privilegiada do Sítio Histórico de Piranhas. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Com a construção da barragem dessa Hidrelétrica a navegabilid&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;ade até Paulo Afonso tornou-se possível pela primeira vez num percurso de &lt;st1:metricconverter productid="60 quil￴metros" st="on"&gt;60  quilômetros&lt;/st1:metricconverter&gt; de distância, passando as embarcações através do grande &lt;i style=""&gt;cânyon&lt;/i&gt;,&lt;i&gt; &lt;/i&gt;de imensas pared&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;es de granito e de majestosos obeliscos esculpidos pe&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;la natureza, onde rio e caatinga perfazem um contraste exuberante, dando-se a um novo “descobrimento” para o homem do &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;nosso século. A freqüência com acorrem chegar grupos e mais grupos de turistas nessas bandas permitiu que, aos pouco, toda a região do Xingó venha se adaptando e despertando para a necessidade de explorar o seu turismo, um turismo de tendências ecológicas, culturais e esportivas, que eclode ao mesmo tempo em que renasce a esperança do sertan&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;ejo no progresso cada ve&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;z maior do seu torrão, acelerado pela produç&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;ão de energia elétrica da Chesf e pela própria &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;veia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_UJJcrIX8ebk/R0bpDNZtSPI/AAAAAAAAABk/6IgKcdjDV30/s1600-h/BXK24442_piranhasal4800.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_UJJcrIX8ebk/R0bpDNZtSPI/AAAAAAAAABk/6IgKcdjDV30/s400/BXK24442_piranhasal4800.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5136048666408995058" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; turística que corre como correm as águas do rio, num percurso contínuo. Hoje, essa atividade já é uma realidade que desponta como uma das mais importantes para o desenvolvimento sócio-econômico do Alto Sertão e de Piranhas, princi&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;palmente, oportunizando, além de tudo, o acolhimento para turistas do mundo inteiro que chegam para conhecer os atrativos da natureza desse &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;lugar de características peculiares, ainda não totalmente degradado e poluído pelo homem.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_UJJcrIX8ebk/R0bqcdZtSQI/AAAAAAAAABs/HeEduNfZJ9w/s1600-h/009-CASEBRES.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_UJJcrIX8ebk/R0bqcdZtSQI/AAAAAAAAABs/HeEduNfZJ9w/s400/009-CASEBRES.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5136050199712319746" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Piranhas é mesmo um lugar de rara beleza, onde a natureza é exuberante e acolhedor&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;a,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ofere&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;cendo &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;um &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;clima&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; quente e seco no verão, mas agradável no inverno. Isto acontece porque o astro-rei pro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;p&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;orciona alta temperatura e intensa luminosidade, que são compensadas pela&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; ação de outros fatores &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;a&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;mbie&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;n&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;tais, como o solo, o relevo das mon&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;tanhas e a vegetação ciliar, que mesmo sendo rala, oferece substancial condição de amparo à terra. Constitui-se, isso, num fator climático da maior importância para a vida do Se&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;rtão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Sua formação comunitária originou-se de um certo arraial de nome Tapera, lá pelos idos dos anos não conhecidos do sertão, talvez de quatro séculos, tornando-se vila, interposto comercial e depois cidade, emancipando-se em 1930.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Sua reminiscência histórica, no entanto, vem de antes mesmo do início da navegação do baixo São Francisco, o que somente se deu a partir de 1867 e da construção da estrada de ferro, ligando o lugarejo a Paulo Afonso (BA) e ao município de Jatobá, hoje Petrolina (PE). Desconhece-se com exatidão o rumo dos acontecimentos disso para trás.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ocupa uma área de 409 km², com altitude de &lt;st1:metricconverter productid="47 metros" st="on"&gt;4&lt;/st1:metricconverter&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;st1:metricconverter productid="47 metros" st="on"&gt;7 metros&lt;/st1:metricconverter&gt; e clima temperado, que apresenta temperatura mínima de 20º graus e máxima de 39º graus. Limita-se, ao norte com Inhapi (&lt;st1:metricconverter productid="42 km" st="on"&gt;42  k&lt;/st1:metricconverter&gt;); ao sul com o rio São Francisco (próximo); a leste com São José da Tapera (&lt;st1:metricconverter productid="48 km" st="on"&gt;48 k&lt;/st1:metricconverter&gt;) e Pão de Açúcar &lt;st1:metricconverter productid="42 km" st="on"&gt;42 k&lt;/st1:metricconverter&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;st1:metricconverter productid="42 km" st="on"&gt;m&lt;/st1:metricconverter&gt;)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e a oeste com Olho d’Água do Casado (&lt;st1:metricconverter productid="19 km" st="on"&gt;19 km&lt;/st1:metricconverter&gt;), este, desmembrado de suas terras e&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;m 1962. Dista &lt;st1:metricconverter productid="270 quil￴metros" st="on"&gt;270 quilômetros&lt;/st1:metricconverter&gt; de Maceió,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_UJJcrIX8ebk/R0cg7NZtSTI/AAAAAAAAACE/Skqm3lFTABk/s1600-h/piranhas.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_UJJcrIX8ebk/R0cg7NZtSTI/AAAAAAAAACE/Skqm3lFTABk/s400/piranhas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5136110101621197106" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; capital do Estado de Alagoas. No município encontram-se grande quantidade de plantas ciliares e medicinais, cactos e bromélias; no mineral: pedra calcária e argila (em exploração) e ferro ainda não explorado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Na fauna, tatu, veado, caititu, tamanduá, peixe, camarão e pitu. &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;É uma cidade “linda, muito linda, muito mais que linda”. Em virtude de ter sido construída como foi, no alto, de qualquer ponto pode-se ver a cidade toda (parte baixa) e o movimento de suas ruas estreitas, de pequenos sobrados, de praças bem cuidadas (até bem pouco tempo o calçamento era de paralelepípedos e agora todo em asfalto), tudo impecavelmente arrumado, formando um panorama exótico e &lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;sui generis&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;, senão mesmo pitoresco. Sua população atual é de 20.021 habitantes, sendo constituída de 9.868 homens e 10.155 mulheres.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3275409108425372923-4831794761877041387?l=orebate-bezerraneto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/feeds/4831794761877041387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3275409108425372923&amp;postID=4831794761877041387' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/4831794761877041387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/4831794761877041387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/2007/11/piranhas-uma-cidade-de-encantos-mil.html' title='Piranhas - Uma cidade de encantos mil...'/><author><name>SERVI�OS DE INFORM�TICA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04802833217220463384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_UJJcrIX8ebk/R0bbP9ZtSLI/AAAAAAAAABE/koWLDKcsZ0o/s72-c/R+e+PH+Mirante+2+escadaria.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3275409108425372923.post-9208116448503534570</id><published>2007-11-09T05:07:00.000-08:00</published><updated>2007-11-09T07:02:34.853-08:00</updated><title type='text'>Ninguém resiste aos encantos de Penedo</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Bezerra Neto&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="mailto:bzneto@gmail.com"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;bzneto@gmail.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5130855150020413154" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_UJJcrIX8ebk/RzR1kxLzRuI/AAAAAAAAAA8/J0DSfQwyMhc/s400/9.jpg" border="0" /&gt; &lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;Ao descortinar a histórica e encantadora cidade de Penedo, cuja fundação data do início da colonização portuguesa, após o Descobrimento, o visitante logo se emociona com seu casario colonial de biqueiras, sobradões de linha portuguesa, ruas, escadarias de pedras, igrejas seculares e monumentos históricos, tudo impecavelmente cuidado e preservado em seu status original. Tudo deixa a impressão de que o tempo ali parou nos últimos 100 anos para que fosse mantido intacto o rico patrimônio da humanidade, em estilo barroco, somente comparado ao da também cidade histórica de Ouro Preto, Minas Gerias que, não obstante a toda sua performance de considerável pólo turístico nacional, é mais nova em cerca de 135 anos, pelo menos, e não conta com a plasticidade do rio São Francisco para realçar ainda mais o seu patrimônio. Ninguém resiste ao encanto de Penedo que, deitada sobre imenso rochedo do qual foi erguida, parece repousar em berço esplêndido.Cada igreja, cada recanto, cada um de seus monumentais prédios, cada pedra que ali foi assentada, revela a origem e ligação desse lugar com o Brasil colonial: As sua ruas idealizadas em cima das curvas sinuosas que o rio perfaz entre o sertão e o mar, faz aumentar ainda mais o misticismo e até mesmo o lendário que se supõem envolver todo o seu passado.&lt;/p&gt;&lt;strong&gt;RELICÁRIO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A “cidade dos sobrados”, como a ela assim se referiu o mestre Gilberto Freyre é mais do isso; é mesmo “um relicário vivo a céu aberto”; “uma pedra, mas uma pedra preciosa às margens do São Francisco”, na divisa de Alagoas com Sergipe. Tornou-se cidade em meados do século XIX, ostentando o título imperial de “mui nobre, leal e valorosa”.Em 1859, o&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_UJJcrIX8ebk/RzRlqhLzRpI/AAAAAAAAAAU/9JCrlZmBoWE/s1600-h/2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5130837656618616466" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_UJJcrIX8ebk/RzRlqhLzRpI/AAAAAAAAAAU/9JCrlZmBoWE/s320/2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; imperador D. Pedro II a visitou, hospedando-se no sobrado da família Lemos Ribeiro, que foi transformado em Paço Imperial para receber o monarca e sua comitiva. Hoje, restaurado, o sobrado representa um marco da maior importância para a vida cultural da cidade.É bom sentir e curtir intimamente os momentos vividos por sua gente; poder vivenciar a estreita ligação que existe entre a cidade e o “Velho Chico”; presenciar o embarque e desembarque de pessoas, umas que vão e outras que vêm, se misturando ao aconchego da terra, num movimento intenso; as balsas que fazem travessia – Penedo-Neópolis - e vice versa, transportando veículos leves e pesados, tudo levando à íntima percepção de que a gente daquele pedaço de chão que estamos pisando não vive apenas do passado, mas de fazer o agora, não detendo-se diante dos obstáculos que tem de vencer para que sua Penedo se levante novamente e se firme como centro promissor de progresso, cheia de vida e otimista. É isso que se sente ao ver o reboliçar das águas do “Velho Chico”, embaladas pelo singrar das embarcações; canoas estendendo suas velas como o esvoaçar de muitas borboletas a alegrar a vida, naquele canto, realçando com a suntuosidade do belo conjunto de prédios seculares e a plasticidade exuberante da região ribeirinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;BOCA DE LUAR&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém resiste aos encantos de Penedo... seus dias ensolarados e a beleza que se expande dos relevos do “Velho Chico”, o grande rio da “unidade nacional”, que passa lento em direção ao mar para lá despejar dois milhões de metros cúbicos d’agua por segundo. É difícil alguém resistir aos seus encantos sem sentir no coração a emoção do momento vivido ao “por-do-sol”, quando do campanário vêm sonoras badaladas de sino anunciando a Ave Maria. – É de se tirar o chapéu e rezar!...O astro-rei arriando o seu grande facho de luz sobre as montanhas, sereno e cheio de fulgor. A tarde cai tristonha, deixando um turbilhão de lembranças. E aí vem a noite ... e a lua-cheia pode dar o ar de sua graça hoje, para deixar as bocas enluaradas cantando coisas de amor...&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5130841139837093586" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_UJJcrIX8ebk/RzRo1RLzRtI/AAAAAAAAAA0/jb-GYmsebho/s400/1.jpg" border="0" /&gt; - O luar do sertão é sempre mais bonito! Não há luar nenhum como este!... interrompe um jovem fagueiro que tenta enamorar-se da noite e cativar a bela morena sentada a um canto, naturalmente plagiando alguma canção sertaneja que se decanta ao som da viola e do violão. Carlos Drumont, provavelmente diria que aquela sorridente penedense tinha “boca de luar”, reaquecendo o seu lindo poema. Mas perderia seu tempo, pois o jovem fagueiro já adianta fazendo um galanteio:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Você tem boca de luar!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Quê???&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Eu disse que você tem boca de luar!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Como assim? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Que é isso?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- É que seus dentes rebrilham à luz da lua!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Ah!...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;_____________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5130839537814292146" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_UJJcrIX8ebk/RzRnYBLzRrI/AAAAAAAAAAk/txGZ1OZdjLg/s400/8.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Fotos de ruas de Penedo, cidade do estado de Alagoas- Brasil&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3275409108425372923-9208116448503534570?l=orebate-bezerraneto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/feeds/9208116448503534570/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3275409108425372923&amp;postID=9208116448503534570' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/9208116448503534570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/9208116448503534570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/2007/11/ningum-resiste-aos-encantos-de-penedo.html' title='Ninguém resiste aos encantos de Penedo'/><author><name>SERVI�OS DE INFORM�TICA</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04802833217220463384</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_UJJcrIX8ebk/RzR1kxLzRuI/AAAAAAAAAA8/J0DSfQwyMhc/s72-c/9.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3275409108425372923.post-1491306242017298390</id><published>2007-11-08T16:23:00.000-08:00</published><updated>2007-11-08T16:24:21.543-08:00</updated><title type='text'>Lampião rei do Cangaço</title><content type='html'>&lt;p&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 102, 255);"&gt;O mais temido dos cangaceiro que mandava e desmandava no sertão nordestino&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa história já se ouviu contar, foi lida e relida, virou filme, virou arte, música, pintura, até virou cordel. Agora Bezerra Neto a reescreve e pinta. Coloca-a em nova moldura, nova roupagem, novas cores e novo brilho. É na sua arte que Lampião vira quadro de parede, posters; que Maria Bonita se torna mais bonita, ao lado do seu “capitão”, o “rei do cangaço.” Corisco - o Diabo Louro - e Dadá, formam o segundo casal de “reis” do Sertão.  &lt;/p&gt;   &lt;p&gt; O jornalista, escritor e artista plástico foi buscar no recôndito do Sertão a inspiração para reescrever e pintar a história do cangaço, cujo principal protagonista - Lampião - virou mito e a sua fama de herói – ou bandido – é  difícil de ser apagada da memória do povo. Continua um vulto que se eleva pela coragem de enfrentar o latifúndio dos “coronéis”, dos donos das cabeças. Borravam-se todos ante a ameaça de Lampião. Este cobrava por suas vidas e aqueles pagavam para continuar vivendo. Viravam coiteiros e de certa forma cúmplices das atrocidades que se vinham cometendo em nome do cangaço por esses sertões afora, numa área de 700 mil quilõmetros quadrados, compreendendo sete estados: Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba Rio Grande do Norte e Ceará. &lt;br /&gt;Lampião subverteu a ordem das coisas. Latifúndios, (leia-se: “coronéis”, grandes fazendeiros) que durante séculos traziam o povo aos seus pés, pisando-os em cima, de repente viraram covardes, vivendo pela vontade daquele que realmente imprimia respeito e medo: Virgulino Ferreira da Silva, vulgo “Lampião”, cuja palavra era lei. Ele comandava uma pequena legião de 50 cangaceiros, enfrentando forças policiais cujos contingentes suplantavam a casa de 4.000 soldados em todos os territórios por onde passava.&lt;br /&gt;Durante as décadas de 20 e 30 o Cangaço (etnologicamente, gênero de vida levada pelos cangaceiros), correu a ruidoso galope pelas brenhas e caatingas do Sertão nordestino. Causava espanto e medo entre as às populações sertanejas, onde predominavam, de um lado, a aridez da terra, com suas caatingas brabas, de espinhos e chão esturricado e, do outro, a pobreza e a natureza rude do homem local, este já submetido a cruel sofrimento pelos rigores da seca. Por onde passava o cangaço ia deixando marcas de mortes, numa onda de violência tão brutal que causava desespero, tensão, angústia e medo; as pessoas somente se valendo da proteção de Deus e do “Padim Cirço” para sua salvação. A situação agravou-se ainda mais quando Lampião assumiu a direção do bando de Sinhô Pereira, em 1922.&lt;br /&gt;O ódio e desejo de vingança de Lampião, colocavam as populações debaixo de seus pés, debaixo de ordem e sob a mira de seu fuzil, modelo Mauser, legítimo, que cuspia fogo. Ele ordenava e seus “cabras” invadiam cidades, fazendas e propriedades, saqueando, matando e esfolando aqueles que se recusassem atender aos seus extorsivos pedidos de dinheiro; muito dinheiro era o que mais lhe dava prazer em arrancar das barbas dos coronéis latifundiários e das pessoas aquinhoadas de recursos. Se não lhe dessem o que pedia os cobrados pagavam com suas vidas ou passariam por humilhações.&lt;br /&gt;Virgulino, entretanto, não foi o primeiro chefe de cangaceiros, como alguns podem pensar. Antes dele, outros já percorriam os sertões com uma cambada de evadidos da justiça praticando toda sorte de barbaridades. Os mais conhecidos: Lucas da Feira (bandido que tinha o hábito de pendurar suas vítimas pelos os lábios nos galhos das árvores) assim chamado porque era natural de Feira de Santana/BA); Salva Terra (que atuava principalmente no sertão paraibano); Cabeleira (José Gomes), nascido em 1751 em Glória do Goitá-PE; Jesuíno Brilhante (1844); Adolfo Meia Noite, que era de Afogados de Ingazeira, Sertão do Pajeú de Flores-PE; Antonio Silvino e Sinhô Pereira (este último abandonando a vida do cangaço para se tornar militar em Goiás, do qual Lampião foi discípulo e herdeiro).&lt;br /&gt;Quem foi Lampião?&lt;br /&gt;Virgulino Ferreira da Silva nasceu no dia 7 de julho de 1897, ano que marcou o fim da guerra de Canudos, onde prevaleciam as profecias de Antonio Conselheiro, o excêntrico beato e líder político-religioso que inspirou a obra de Euclides da Cunha - os Sertões - no sítio Passagem das Pedras, às margens do riacho São Domingos, pedaço de terra desmembrado da fazenda Ingazeira, em Vila Bela, atualmente município de Serra Talhada/PE. Era o terceiro filho do casal José Ferreira da Silva e Maria Lopes, cuja seqüência, por datas de nascimento, é a seguinte: 1895 - Antonio Ferreira dos Santos; 1896 - Livino Ferreira da Silva; 1897 - ele, Virgulino; 1899 - Virtuosa Ferreira; 1902 João Ferreira dos Santos (o único dos homens que não entrou para o cangaço); ???? - Angélica Ferreira; 1908 - Ezequiel Ferreira; 1910 - Maria Ferreira (conhecida como Mocinha); 1912 - Anália Ferreira.&lt;br /&gt;Todos os filhos do casal nasceram nesse mesmo sítio, que ficava a uns 200 metros da casa de dona Jacosa Vieira do Nascimento e Manoel Pedro Lopes, avós maternos de Virgulino. Por causa dessa proximidade o menino residiu com eles durante grande parte de sua infância. Seus avós paternos eram Antonio Ferreira dos Santos Barros e Maria Francisca da Chaga, que residiam no sítio Baixa Verde, na região de Triunfo, em Pernambuco. Teve uma infância normal e igual a qualquer outra criança da época, correndo com frivolidade à beira do riacho perto de sua casa, de águas e correnteza mansas, brincando com a meninada de cangaceiros e soldados (usando bodoques e balas de carrapateira como equipamentos de guerra).&lt;br /&gt;Os “bandos” se dividiam em ataques simulados: soldados de um lado e bandidos do outro, fazendo-se uma guerrilha entre “mocinhos e bandidos”. Por esse tempo, a notícia da existência do cangaço já havia chegado a todas os bibocas e, por esta razão, as crianças eram in-fluenciava na pratica dessa brincadeira. A meninada se divertia a valer nesses conchavos de traquinagem, sem que jamais pudesse imaginar que daquele meio sairia, algum tempo mais tarde, o maior de todos os cangaceiros que já existiram.&lt;br /&gt;Quando ia passarinhar, a criançada fazia bala de barro para o bodoque, barro esse retirado das beiradas do rio, que dava um massapê visguento e resistente depois de seco ao sol. Nessa brincadeira de “cangaceiro e soldados” queria sempre ser o maior: o chefe dos soldados, para enfrentar os bandidos. E, quando capturava algum da turma contrária, amarrava-no numa árvore bem seguro. Nisso foi crescendo e, quando já era quase rapaz, deixando o bodoque de lado, foi à escola onde apenas passou pelo aprendizado das primeiras letras, tendo como professores “seu” Domingos Soriano e Justino de Nenéu. &lt;br /&gt;Freqüentou as aulas durante o curto período de três meses, mas pelo menos aprendeu a ler e escrever, o que viria lhe servir no futuro. Teria sido simplesmente um artesão de couro (fazedor de alpercatas, selas, arreios e vestimentas para vaqueiros), profissão que já dominava muito bem, depois de ter-se iniciado como almocreve (assim chamados os que viviam do trabalho de transportar cachaça em barris, rapadura e mel de cabeça no lombo de burros, além de outras mercadorias), se o destino não tivesse mudado o rumo de sua vida, enveredando-o no caminho do crime.&lt;br /&gt;Como tudo começou:&lt;br /&gt;Quando contava apenas 17 anos de idade, acusou seu vizinho de roubar alguns bodes e isso criou uma rixa envolvendo as famílias Nogueira, Saturnino e Ferreira, cujo mais acirrado contendedor era Zé Saturnino. Depois desse acontecimento e sentindo-se perseguido com os seus, o pai de Virgulino, José Ferreira, resolveu abandonar o pequeno sítio onde morava mudando-se com os seus para Água Branca, no alto sertão de Alagoas. Pensava que, com isso, afastar-se-ia da ferrenha intriga. Engano seu, pois seus perseguidores não lhe deram trégua. Dois para três anos depois (1917), José Ferreira – o pai – Maria Lopes – a mãe – e mais dois de seus irmãos menores foram barbaramente assassinados por seus inimigos na porta de casa, no lugar conhecido como Poço Negro, município de Água Branca.&lt;br /&gt;A sede de vingança tomou conta de Virgulino e ele veio a cometer alguns crimes em represália, indo se homiziar no bando de cangaceiros de Sinhô Pereira para se safar da Justiça. Daí por diante foi só uma questão de tempo para se tornar no famigerado bandido que praticava toda sorte de crimes, matando, esfolando e assaltando. Tornara-se no mais temido dos cangaceiros que assustavam os sertões, pelas barbaridades que cometia. Seu bando chegava às cidades como os fora-da-lei dos filmes western amaricanos, fazendo arruaças, barbarizando e metendo medo em tudo que era lugar onde passava. Caso não fosse satisfeito plenamente no que queria, começava uma onda de saques, matanças, incêndios, exterminação de rebanhos, entre outras atrocidades. Arrancava olhos, cortava orelhas e línguas, marcando rostos de mulheres a ferro em brasa – daquelas que estivessem usando vestidos ou cabelos curtos. Mas se fossem bem acatadas as suas ordens, mandava fazer arrasta-pé, onde todos brincavam às vezes por dois ou três dias. O fole de oito baixos não parava de tocar e a cabroeira se divertia ao som do xaxado, que era dança mesmo de cangaceiro. Fole, zabumba, reco-reco e pandeiro, acompanhavam as toadas:&lt;br /&gt;I&lt;br /&gt;“É Lamp, é Lamp, é Lamp,&lt;br /&gt;é Lam, é Lampe é Lampião...&lt;br /&gt;seu nome é Virgulino,&lt;br /&gt;o apelido é Lampião”...&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;“Se entrega corisco,&lt;br /&gt;eu não me entrego não,&lt;br /&gt;eu não sou nenhum passarinho&lt;br /&gt;prá viver lá na prisão...&lt;br /&gt;Ai, ai, meu Deus&lt;br /&gt;Eu não me entrego não&lt;br /&gt;Que não sou nenhum passarinho&lt;br /&gt;Prá viver lá na prisão...”&lt;br /&gt;III&lt;br /&gt;“Acorda, Maria Bonita&lt;br /&gt;acorda, vem fazer café,&lt;br /&gt;que o dia já vem raiando,&lt;br /&gt;  e a polícia já está de pé”...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;     Depois, quando o “Capitão” achava que era hora de terminar a festa, ele e todos os seus comandados montavam em seus cavalos e partiam, depois de dar pouco de dinheiro aos pobres, numa atitude de repartir o que tomavam dos endinheirados.&lt;br /&gt;                         Não é gente; é Lampião!...&lt;br /&gt;Era um rapazola ainda quando entrou para o cangaço e, certa feita, ao enfrentar uma volante policial, seu fuzil não parava de cuspir balas, espirrando-as com veemência incessante. Vendo-o manejar com tamanha habilidade a sua arma no meio da noite escura, um soldado deixou escapar: “aquilo lá não é gente e a sua espingarda parece mais um lampião de gás, pela clarera que faz!” Foi a partir daí que Virgulino ganhou o apelido de “Lampião.” Também era conhecido como “capitão” Virgulino. Sua fama correu a grande galope pelo mundo inteiro.     Quando Sinhô Pereira, resolveu “aposentar-se” do Cangaço, em junho de 1922, passou o comando do grupo a seu melhor homem. Então, Lampião o escoltou até a fronteira do Piauí com Goiás (onde hoje fica o Estado de Tocantins). Depois voltou como chefe do bando que se compunha de apenas 12 homens, contando com ele próprio. Como ainda não dispunha de recursos que pudessem sustentar seu pessoal, mandou pedir certa quantia em dinheiro à Dona Joana Vieira de Siqueira Torres, baronesa de Água Branca, para a compra de provisões. Feita a colaboração, ela jamais seria incomodada novamente, nem por ele nem por qualquer um outro do cangaço; teria mandado dizer-lhe.&lt;br /&gt;A Senhora de Água Branca – município ao qual pertencia a Vila de Piranhas – entretanto, não atendeu ao seu pedido e, pior: mandou um recado desaforado pelo mesmo portador endereçado àquele que tentou extorquir de suas posses: “Diga a seu chefe que o dinheiro que tenho é para compra de munição com a qual pretendo arrancar-lhe a cabeça”. Depois, para se prevenir, pediu ao Governo da Província que mandasse reforçar a guarda de seu território com uma força policial mais equipada de homens e armas.&lt;br /&gt;     Ao ouvir do mensageiro o recado da Baronesa, Lampião virou-se numa fera bravia, com vontade de esganar. E logo quis dar o troco: mandou comprar algumas redes e as preparou segundo os costumes locais de carregar mortos, onde um madeiro é colocado de um punho a outro, sendo carregado nos ombros por dois homens robustos. Preparou tudo com esmerado cuidado, seus homens vestindo-se como pessoas comuns do lugar, com roupas simples e chapéu de palha, descalços, ou arrastando sandálias leco-leco. Fuzis, punhais e cartucheiras eram carregados no lugar onde deviam estar os mortos, enrolados em panos untados com groselha para aparentar sangue, dentro das ditas redes. Dirigiram-se esses à porta da delegacia de polícia e, aos berros, um dos cabras, disfarçado, gritou para o soldado de plantão: “acuda, praça! Mande gente lá para as bandas do povoado da Várzea, que a cabroeira de Lampião está acabando com tudo ali; mataram estes daqui e ainda há mais gente morta aos montes. Ande depressa, homem de Deus!”&lt;br /&gt;O despreparado soldado chamou imediatamente o corneteiro, que tocou reunir. Foi o momento propício para a execução do plano de Lampião: as armas foram retirados das redes e empunhadas contra o pelotão policial, que já estava perfilado, pronto para sair à procura dos bandidos. Aí, enquanto a polícia era rendida, outra parte do grupo já havia entrado na cidade e agia no saque à casa da Baronesa. Irreverente, Lampião foi até ela e, fitando-a com severidade, soltou o vozeirão: - Então, Senhora Baronesa, vai arrancar-me a cabeça agora? Venha, vamos dá um volta pela cidade para que vosmecê e todos daqui saibam qui cum o capitão Virgulino não se brinca nem se manda recado desaforado”. E fez a respeitável senhora, dona de notório prestígio público, segurar seu braço e andar assim com ele desfilando pela cidade. – (este foi o primeiro de um sem-número de assaltos cometidos pelo bando de Lampião. Aconteceu em 28/06/1922, poucos dias depois que tinha assumido o comando do grupo de Sinhô Pereira, jovem ainda, aos 25 anos de idade).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CANGAÇO&lt;br /&gt;História completa em três fascículos da obra do mesmo nome. Você pode adquiri-la enviando pedido através do E-mail:   &lt;script language="JavaScript" type="text/javascript"&gt;  &lt;!--  var prefix = '&amp;#109;a' + 'i&amp;#108;' + '&amp;#116;o';  var path = 'hr' + 'ef' + '=';  var addy193 = 'bzn&amp;#101;t&amp;#111;' + '&amp;#64;';  addy193 = addy193 + 'gm&amp;#97;&amp;#105;l' + '&amp;#46;' + 'c&amp;#111;m';  document.write( '&lt;a&gt;' );  document.write( addy193 );  document.write( '&lt;\/a&gt;' );  //--&gt;\n &lt;/script&gt;&lt;a href="mailto:bzneto@gmail.com"&gt;bzneto@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;script language="JavaScript" type="text/javascript"&gt;  &lt;!--  document.write( '&lt;span style="\'display:"&gt;' );  //--&gt;  &lt;/script&gt;&lt;span style="display: none;"&gt;Este endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email &lt;script language="JavaScript" type="text/javascript"&gt;  &lt;!--  document.write( '&lt;/' );  document.write( 'span&gt;' );  //--&gt;  &lt;/script&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Impressão de primeira qualidade, com 48 páginas coloridas e ilustrações de Bezerra Neto (pintura por computador). As últimas capas da revista trazem pequenos pôsteres, que podem ser colocados em quadros.&lt;br /&gt;Tudo por R$ 18,00. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3275409108425372923-1491306242017298390?l=orebate-bezerraneto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/feeds/1491306242017298390/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3275409108425372923&amp;postID=1491306242017298390' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/1491306242017298390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3275409108425372923/posts/default/1491306242017298390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://orebate-bezerraneto.blogspot.com/2007/11/lampio-rei-do-cangao.html' title='Lampião rei do Cangaço'/><author><name>Rose Nogueira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='29' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-SI0mZ397lTQ/ThsOeGjGwFI/AAAAAAAAELE/vZbrofDw9tY/s220/eu.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
