BEZERRA NETO
Jornalista e escritor
Jornalista e escritor
E-mail: bzneto@gmail.com
Divagamos
Semana de 09 a 16/02/2008
Na caminhada até este ponto da nossa jornada, tivemos as mesmas dúvidas e inquietações, próprias de ser humano com relação à vida. Em muitos momentos, fizemos os mesmos questionamentos naturais a cada um que procura indagar de si mesmo a respeito da origem do Homem e do Universo: - “Quem somos e para onde vamos?” – “O que representamos perante o grande esquema cósmicos?” – “Qual será nosso papel nesta vida?” – “Existirá vida após a morte?”... E assim por diante. Por muitas vezes, em momentos tantos, estivemos prestes a sucumbir por não agüentar o peso da cruz que carregamos, madeiro por demais pesado para se levar sozinho nas horas em que a fé que temos em Deus, por algum motivo, começa a baquear; quando se tem a alma presa às injunções do corpo e da mente.
Sofremos quando somos cativos de falsas esperanças, estimuladas por dogmatismos religiosos ou crenças contrárias à razão. Foi-nos ensinado que Deus é Pai misericordioso; que ampara aos bons filhos... Mas, nas horas de aflição, quando O invocamos e nossas súplicas deixam de ser atendidas, começamos a duvidar... E caímos até o chão... Procuramos nos agarrar à esperança de obter o merecimento pelo bom filho que julgamos ser; pelo bom comportamento cristão, mas nada! Nada nos impele à gratificação celestial, nem mesmo por sermos compassivos à altura do mais humilde dos servidores da terra. Vemos, então, que o mundo em que vivemos é violento, espinhento, extremamente brabo, onde tudo tende a ser resolvido pela força; pela insensatez dos que se acham donos de tudo e de todos.
Vale em tudo a intolerável força do “olho por olho, dente por dente”, os menos agraciados da condição social sendo levados na vida aos empurrões e pela soberba vontade dos que se colocam acima das castas. Este mundo é violento em todos os aspectos sentidos. É brutal! Parece enlouquecido... E mata a quem não compartilha de sua crueldade. A sua roda gira em grande velocidade por cima das tragédias humanas. Olhamos em volta e só vemos destroços, calamidades, desigualdades sociais, injustiças. E somos conduzidos a patamares ínfimos da degradação dos próprios sentimentos, que vão rachando como uma rocha em elevado processo de deterioração, pela erosão. Ficamos como que consumidos por dentro, no íntimo de nossas fracas emoções. Deitamos em cima do enxergão do isolamento, por baixo da carona. E divagamos... Perdidos...

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