BEZERRA NETO
Semana de 15 a 22/03/2008
Há ocasiões na vida em que somos dados à introspecção de nossos próprios pensamentos. E ficamos observando um mundo de incertezas à nossa frente num estado de postergação, parecendo que tudo está perdido; que nossos problemas não têm mais solução. E nos damos a lamentações, desejando sair de todas as tribulações sem que nos movamos do canto. Chegamos mesmo num ponto em a memória nos traz lembranças antigas de que já tivemos “milhões” de amigos; uma roda de muitos amigos, mas agora estamos sozinhos, num mundo totalmente adverso e obscuro. Ficamos desesperados e, na maioria das vezes, agimos dominados apenas pelo impulso e nos sentimos aprisionados, num espaço reduzido aos aspectos materiais das coisas.
Passamos a não acreditar em Deus; ficamos isolados, no deserto de nosso próprio mundo. O coração, aflito, perturbado, a inquietação o toma. Cada novo passo leva-nos a novos temores; cada esperança leva-nos à dúvida. Buscamos saídas e não as encontramos. Outras vezes, caminhamos sem direção, sem rumo, absortos em pensamentos alheatórios, que não levam a nada. Aí, entramos num quadro triste e alternador da instabilidade emocional. Por isso, somos levados a permanecer na passividade de tudo e atraídos pelo supérfluo e pela extravagância, mas desnorteados diante da vida. As portas que poderiam levar a um futuro promissor parecem estar fechadas, porque rompemos com todas as relações anteriores. Devemos, aí, escutar a voz interior, que está sempre a nos aconselhar:
“Em todos os momentos da vida, devemos nos humilhar perante o Deus do nosso coração e reconhecer o Seu infinito poder e a nossa infinita fraqueza. Devemos manter nossos corações nos limites da retidão e dirigir nossos passos pela estrada da Virtude, pois o homem ajuda a si mesmo e aos outros quando o seu pensamento gira em torno de coisas sadias e boas, quando é levado a proceder com justiça em tudo; quando é decidido a somente a perceber bons propósitos”. Assim, sempre que tivermos dúvidas, devemos escutar o que nosso coração tem a nos dizer. Nenhum outro conselho que possam nos dar será melhor que aquele que vem do coração, onde se aloja nosso “Eu Interior” que, para muitas culturas milenares, significa o outro a natureza da vida, que existe dentro de nós ligando-nos a Deus.
Jornalista e escritor
E-mail: bzneto@gmail.comO pensamento
Semana de 15 a 22/03/2008
Há ocasiões na vida em que somos dados à introspecção de nossos próprios pensamentos. E ficamos observando um mundo de incertezas à nossa frente num estado de postergação, parecendo que tudo está perdido; que nossos problemas não têm mais solução. E nos damos a lamentações, desejando sair de todas as tribulações sem que nos movamos do canto. Chegamos mesmo num ponto em a memória nos traz lembranças antigas de que já tivemos “milhões” de amigos; uma roda de muitos amigos, mas agora estamos sozinhos, num mundo totalmente adverso e obscuro. Ficamos desesperados e, na maioria das vezes, agimos dominados apenas pelo impulso e nos sentimos aprisionados, num espaço reduzido aos aspectos materiais das coisas.
Passamos a não acreditar em Deus; ficamos isolados, no deserto de nosso próprio mundo. O coração, aflito, perturbado, a inquietação o toma. Cada novo passo leva-nos a novos temores; cada esperança leva-nos à dúvida. Buscamos saídas e não as encontramos. Outras vezes, caminhamos sem direção, sem rumo, absortos em pensamentos alheatórios, que não levam a nada. Aí, entramos num quadro triste e alternador da instabilidade emocional. Por isso, somos levados a permanecer na passividade de tudo e atraídos pelo supérfluo e pela extravagância, mas desnorteados diante da vida. As portas que poderiam levar a um futuro promissor parecem estar fechadas, porque rompemos com todas as relações anteriores. Devemos, aí, escutar a voz interior, que está sempre a nos aconselhar:
“Em todos os momentos da vida, devemos nos humilhar perante o Deus do nosso coração e reconhecer o Seu infinito poder e a nossa infinita fraqueza. Devemos manter nossos corações nos limites da retidão e dirigir nossos passos pela estrada da Virtude, pois o homem ajuda a si mesmo e aos outros quando o seu pensamento gira em torno de coisas sadias e boas, quando é levado a proceder com justiça em tudo; quando é decidido a somente a perceber bons propósitos”. Assim, sempre que tivermos dúvidas, devemos escutar o que nosso coração tem a nos dizer. Nenhum outro conselho que possam nos dar será melhor que aquele que vem do coração, onde se aloja nosso “Eu Interior” que, para muitas culturas milenares, significa o outro a natureza da vida, que existe dentro de nós ligando-nos a Deus.

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